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Thurs estava ocupado arrumando suas coisas para a viagem com os amigos, ele não tinha certeza do que esperar com aquele bando de loucos juntos, mas sabia que seria divertido de qualquer maneira, ele tinha acabado de mandar uma mensagem para Mon, perguntando se havia algo a mais que precisavam levar enquanto esperava que seu namorado Pae chegasse em sua casa.
Era um pouco estranho pensar nisso, mas desde que começaram a namorar, era a primeira vez que Pae efetivamente dormia em sua casa, eles saiam muito para encontros, já que ambos amavam comer e passear, eles também faziam muito mérito no templo, um habito de desde muito antes do namoro deles. Mas, desde todos os eventos com o namorado como fantasma, eles não passavam tempo em sua casa, muito menos compartilhavam uma cama. Sua casa, por sinal, ele havia basicamente redecorado, deixando de lado o trabalho como médium tanto a pedido de Pae como por vontade própria, e, portanto, se livrando das coisas assustadoras que haviam em sua sala. Ultimamente ele tinha um programa online, no qual contava as diversas histórias que havia vivido e aprendido ao longo do tempo, não dava o mesmo dinheiro, mas, deixava seu namorado feliz. E Thurs se importava mais com isso do que com qualquer outra coisa.
A campainha tocou e ele correu rapidamente, lançando um olhar para si mesmo e em volta, repentinamente nervoso, com a possibilidade de seu fofo namorado não se sentir à vontade ali. Pae iria dormir ali para que assim pudessem ir cedo ao encontro de seus amigos, já que tinham que pegar um ônibus muito cedo em direção ao resort providenciado por Nuea, namorado de Sun e um dos melhores amigos de Team, o que os levava direto a Mon novamente.
Pae apareceu sorridente com jeans confortáveis e uma camisa de amarelada, os óculos em seu rosto, pelos quais Thurs honestamente tinha uma queda pesada. Ele gostava de como ele ficava ainda mais fofo daquele jeito, e a forma como desviar dos óculos as vezes fazia com que seus narizes se batessem e eles riam como se fosse uma enorme bagunça, mas embora Thurs não mencionasse, ele tinha um pouco de tesão por isso. Bem, se ele fosse confessar algo, seria o fato de que ele realmente tinha tesão por tudo que dizia respeito a Pae, desde a seriedade com que ele expressava seus sentimentos, até a forma tímida que ele lidava com os sentimentos que Thurs tinha por ele.
E o rapaz tinha que admitir, ele mesmo não era tímido muito tímido, beijos castos, beijos doces, e beijos profundos e cheios de paixão e calor, todos eles Thurs tinha iniciado e levado a cabo com seu namorado, que correspondia de um jeito que ele amava. Mas, vendo-o entrar em sua casa, animado enquanto olhava em volta, o ex-médium/charlatão nas horas vagas, se perguntava no que mais Pae estaria interessado, já que algumas ideias vinham em sua cabeça com frequência.
Claro, ele sempre poderia culpar Mon, por sua mente estar na sarjeta mais do que o normal nesse momento, o pequeno amigo era um verdadeiro pervertido sobre Team e embora ele não contasse nada e respondesse as provocações de Thurs como se estivesse sendo indecorosamente investigado, o menor acabava por si mesmo lhe dando ideias nada inocentes. E fazendo perguntas nada discretas, como quando perguntou a menos de dez minutos atrás, por mensagens se Thurs e Pae tinham uma marca favorita de lubrificante, tagarelando via áudio algo sobre Nuea que ele honestamente não conseguiu entender já que obviamente Team estava pendurado nele, sua voz se confundindo na mensagem.
— Você está com fome? — Thurs perguntou, tentando ignorar o frio na barriga que ele sentiu, quando Pae deixou sua mochila descansar sobre o sofá.
Pae havia negado com a cabeça e olhado em volta. — Eu jantei antes de vir. Estava com medo de chegar tarde e temos que acordar cedo.
— Vamos para o quarto então, podemos ver um filme antes de dormir, se você quiser. Também queria discutir algumas ideias com você — Ele pegou a mão de seu namorado e o levou consigo para o quarto, apreciando o quanto a mão de Pae era grande e macia contra a sua. Mesmo agora ele ainda tinha uma leve sensação de perda e nostalgia, já que nem sempre ele pode tocar o garoto que ele amava.
Quando Thurs se sentou na cama, percebeu que Pae olhava timidamente em volta dele. Como se não soubesse o que fazer direito. Isso o fez se lembrar de Pao, entrando pela primeira vez em seu quarto, parecendo deslocado e se “sentando” na estrutura da cama ao invés do colchão. Parecia que isso poderia se repetir.
— Você vai dormir na cama comigo, sabe? Eu não planejei colocar meu namorado fofo no chão. Não precisa parecer tão confuso. — Thurs brincou com o outro que o encarou e sorriu.
— Um pouco nervoso apenas, as vezes eu lembro de algumas coisas, como flashs de imagens e algumas delas envolvem esse quarto. — Pae disse, com a sensação de já ter estado ali crescendo nele.
— Sim, você costumava proteger os meus sonhos, ou melhor, me salvar dos pesadelos, imagine que tipo de sonhos você poderia invadir. — Thurs continuou brincando enquanto admirava o namorado, que finalmente decidiu se sentar na cama. Ele estava tão nervoso quando ele, mas não queria que Pae ficasse desconfortável.
Pae estendeu a mão e segurou a de Thurs, a vontade de beijá-lo ali mesmo, crescendo nele a cada instante.
— Eu ainda gostaria de poder te proteger desses tipos de sonhos, err.... exceto os outros. Pae respondeu sorrindo.
— Até por que se eu tivesse sonhos assim para invadir, eles seriam como você, não sei bem como você poderia me proteger de si mesmo. — Thurs quase bateu nos próprios lábios ao desviar o olhar, ele agora estava confessando que gostaria de ter sonhos sensuais com ele?
Pae ficou ainda mais tímido, porém estar tocando Thurs sempre teve um efeito calmante nele. E o garoto não pode deixar de ficar orgulhoso das palavras do namorado, ele ficava muito feliz com a forma que Thurs era sempre direto com ele, desde o primeiro momento.
— Você não precisaria se proteger de mim, eu faria... — Ele se calou por uns segundos, arregalando um poucos os olhos. Faria o quê? O que Thurs quisesse?
Thrus sorriu para ele e usou sua mão para puxar o namorado para a cama, fazendo Pae ficar praticamente deitado ao lado dele.
— Você deveria ter cuidado com o que diz, eu realmente quero você. E me provocar quando estamos sozinhos em casa, me deixa tímido — Thurs sentia o coração bater como louco, ele era virgem para caralho, fato que não contava aos seus amigos, mas não poderia deixar de provocar Pae sobre eles dois, principalmente porque o que o outro havia dito o deixou bastante animado.
Pae estava encarando os lábios de Thurs há alguns segundos, e aproveitando que ele o havia puxado para a cama, ele se deixou puxá-lo pela nuca, juntando os lábios em um beijo suave, sua língua correndo suavemente o lábio inferior de Thrus para que ele se abrisse para ele. Um pouco surpreso, o outro realmente o fez, colocando a mão próximo a cabeça de Pae e quase pairando sobre ele.
O beijo, no entanto, foi rápido, pois Thurs estava se sentindo fraco, e tinha medo de desabar sobre Pae, o fazendo sentir tudo o que ele sentia naquele momento. Assim, com um suspiro desajeitado ele se afastou.
— Você quer colocar um pijama? — Ele perguntou, já que estava vestido para dormir naquele instante, o rosto estava corado e olhar para Pae estava fazendo seu coração bater como um louco e suas mãos estavam trêmulas.
— Sim. — Pae disse de forma direta e se levantou rapidamente. — Eu já volto, ok? Acho que precisamos conversar. — O mais alto disse sorrindo e se dirigiu ao banheiro.
* * *
Thurs respirou fundo pensando em como ele tinha chegado nisso. Ok. Algumas brincadeiras impróprias, alguns pensamentos indecentes, obrigado Mon, muito tesão acumulado. Checado. E agora ele estava um pouco assustado com o que Pae poderia falar, seu namorado não iria querer mais viajar?
Ele se sentiu respirar fundo quando viu Pae sair o banheiro, usando um pijama similar ao seu, ele se sentou na cama sorrindo suavemente, e isso imediatamente o acalmou um pouco.
— Você está chateado? Eu falei demais? — Thurs perguntou arrastando a si mesmo mais para o meu da cama, dando automaticamente espaço para que Pae se sentasse ou deitasse no lado direito.
— Não estou chateado Thurs, como eu poderia? Eu só estava nervoso de dormir aqui hoje e pensei um pouco sobre os outros dias, provavelmente vamos dormir juntos lá, certo? — Pae perguntou enquanto procurava uma maneira de iniciar o assunto.
— Sim. Você já viu aqueles caras? A maioria está em lua de mel, sem dúvida não querem ser separados ou divididos de outra forma, eu nem tenho certeza de que quero dormir em qualquer lugar perto deles. — Thurs compartilhou franzindo um pouco a testa ao tentar filtrar as informações que os amigos tinham lhe dado.
Pae corou um pouco imaginando exatamente ao que Thurs se referia.
— Você... gostaria de ser assim, digo... estar assim, comigo? — Pae perguntou timidamente, esse era o “x” da questão certo? Thrus era sua alma gêmea, ele sabia disso muito bem, com ou sem história sobrenatural, mas não podia ler os pensamentos do outro nem saber se eram como os dele.
Thurs o olhou em branco por alguns segundos.
— É claro que sim! Eu te amo, você é fofo, e... sexy também. No momento em que Pae quiser isso, eu também vou, eu não tenho dúvida alguma de que eu quero estar de todas as formas com você. — Thurs disse, honesto demais até para ele mesmo. Sempre pareceu muito fácil ser sincero com Pae, não importava como, e isso não tinha mudado.
Pae então o puxou suavemente, para que eles se deitassem, um ao lado do outro, colocando Thurs com a cabeça apoiada em seu braço. Com a outra mão ele tirou os óculos, colocando-os na mesa do canto.
— Também amo você, e eu quero ir adiante, eu não tinha certeza sobre o que você queria e eu não tenho experiência então eu fiquei um pouco tímido para tocar no assunto, você sempre teve mais... atitude e eu não vi isso, então eu... — Pae se interrompeu quando Thurs beijou a ponta do seu nariz.
— Vamos deixar acontecer então, você quer e eu quero, assim quando sentirmos vontade, vamos simplesmente fazer... e conseguir o que precisamos, eu não tenho nada aqui. — Thurs confessou, esperando que Pae entendesse sobre o que ele estava falando.
— Okay! — Pae sorriu e aconchegou Thrus ainda mais em seus braços, os toques suaves um do outro por sobre o pijama, — enquanto se beijavam profundamente antes de dormir, lhes dando algum calor —, mas nenhum dos dois passou muito disso, era como se estivessem reconhecendo um pouco, apaziguando e se preparando para mais noites assim.
* * *
E então a viagem começou...
O clima festivo na piscina e a bagunça predominavam, enquanto Thurs via seus amigos comendo e conversando em torno do local. Nuea tinha alugado o local praticamente inteiro apenas para eles, e apesar de Pae ser um garoto mais tímido, o ver à vontade com seus amigos o deixou feliz.
Mon estava andando entre eles enquanto fazia uma Live para seus seguidores e comentava entrevistando todos enquanto fazia com que seus amigos apresentassem seus namorados oficialmente aos seus seguidores. Após várias perguntas feitas, Thurs observou ele finalmente encerrar e conversar com seu namorado em um canto. Ele não queria ou pretendia escutar a conversa, de jeito nenhum. Mas quando alguém tão adorável quando Mon começa a comentar entusiasmado sobre a informação que seu namorado o tinha contado, ele não tinha como evitar não prestar atenção.
Aparentemente Nuea tinha pensado mais longe do que ele imaginou, e Thurs viu o rosto de Pae corar quando o menor disse, bem ao lado deles que havia suprimentos especiais em todos os quartos. O que imediatamente lembrou Thurs do áudio confuso que Mon havia lhe enviado. Shia!!
Ele apenas olhou timidamente para Pae que olhou de volta para ele com igual cumplicidade, estava tudo bem, não queria dizer nada para eles. Não necessariamente.
No fim, todos acabaram caindo na piscina, o assunto sendo deixado parcialmente de lado pelo clima de agradecimentos e comemoração. Tinha sido um semestre confuso, para dizer o mínimo, e entre conseguir dinheiro trabalhando como médium e sair com seus amigos Thurs nunca esperou que sua vida mudasse tanto, mas ali estava ele, com a pessoa mais fofa e amorosa que ele já conheceu e a quem ele queria manter de todo coração.
Thurs estava sempre atento a Pae e a como ele reagia, e vê-lo na piscina com os outros, enquanto ele o abraçava o deixou muito feliz, como aquele momento pudesse durar para sempre. E Pae estava de um jeito que ele não costumava estar, sem camisa, demonstrando um porte surpreendentemente atlético. Bem, ele já tinha visto um lado “legal” de Pao, quando ele era um fantasma, mas seu namorado fofo usando apenas calção de banho e mais nada, era outro nível.
Muito lindo.
Ele de repente se sentiu grato por estar mais vestido que isso, porque Pae definitivamente mexia com ele, e pelo visto iria fazer muito isso durante a viagem.
— Você parece muito quieto, está com sono? — Pae se aproximou de Thurs no momento em que ele se afastou um pouco para lidar com as suas próprias reações. Pae estaria pensado sobre essas coisas também? Ele gostaria de ter perguntado sobre isso, mas acabou ainda mais distraído por que, Pae ainda estava sem camiseta. Ele então fez o que pode para não olhar por tempo demais, não querendo que o outro percebesse.
— Só estava pensando um pouco. Você já quer ir para o quarto? — Thurs perguntou desconversando, enquanto Pae se aproximava ainda mais dele, sentando ao seu lado e esfregando o nariz suavemente em sua bochecha. — Acho que sim, está ficando frio, os outros em breve vão entrar também, preciso tomar um banho... cloro demais. — Ele comentou carinhosamente, fazendo o coração de Thurs se derreter um pouco e ele se sentir quase culpado por estar pensando em sexo, tão de repente.
— Tudo bem, só tenho que perguntar ao Nuea como vai ser o esquema de café da manhã e se tem alguma regra especial no resort. — Thurs improvisou. E então ele viu Pae corar um pouco, enquanto se aproximava de seu corpo para o abraçar suavemente, escondendo o rosto no seu ombro.
— Você está pensando na conversa do Mon, não é? Eu vi sua expressão naquela hora, sobre as coisas que Nuea colocou nos quartos. — Pae disse suavemente.
Thurs soltou um suspiro. Ele geralmente era o mais travesso do casal, aquele que gostava de fazer comentários bobos e sarcásticos e aquele que tomava iniciativa, como quando ele pediu para dar em cima de Pae, embora tenha sido o outro que selou o relacionamento deles como um namoro.
— Um pouco, não esperei que o Nuea fosse... você sabe. — Thurs riu um pouco, tentando deixar a conversa menos séria.
— Me fez pensar também, você sabe que não precisa esconder como se sente e o que deseja, certo? — Ele disse, se acalmando um pouco ao ver o sorriso travesso de Thurs.
Enquanto isso Thurs sentia o desejo de beijar Pae aumentar, ele tinha um jeito tão fofo de dizer as coisas que as vezes ele só queria abraça-lo e não soltar mais. Mas em relação ao outro assunto, Thurs não teve coragem de pedir, eles tinham conversado sobre isso no dia anterior, não sabia como pedir para eles tentarem logo.
— Eu sei, agora vá se vestir, está realmente frio, eu volto em breve. — Ele completou enquanto beijava os lábios de Pae suavemente, as mãos acariciando os ombros largos do outro.
Após conversar rapidamente com seus amigos, ele seguiu para o quarto, onde ele já sabia que Pae estaria, mas não o encontrou ali. Dando de ombros, imaginando que o outro deveria estar fazendo alguma outra coisa, Thurs se moveu para o banheiro, decidido a tomar um banho pra deixar o espaço livre para o namorado mais tarde, e, embora ele estivesse mais calmo sobre seus sentimentos, ele não pode deixar de sentir aquela ansiedade característica, aquele desejo na boca do estomago que lhe dizia que ele realmente queria Pae logo, mais do que ele havia imaginado até então.
Ele já havia se tocado pensando nele, mas definitivamente não ali, geralmente ele apenas se masturbava em alguns momentos, após um encontro em que seu namorado estava particularmente fofo e agradável, Pae gostava muito de abraçar. Mas não era nisso em que Thurs estava pensando após lavar os cabelos e abrir o armário do banheiro para pegar um sabonete extra cortesia. Ele estava pensando na garrafa de lubrificante que parecia piscar em neon na cara dele. O que Nuea tinha na cabeça para mandar colocar aquilo junto com a pasta de dentes? E quanto mais tinha daquilo tinha no quarto? Uma parte de Thurs queria pegar o vidro ofensivo e esconder no armário embaixo da pia, junto com os produtos de limpeza, mas a outra foi a que fez ele parar, o que ele perderia se experimentasse?
E foi assim que ele se viu passando um tempo a mais no chuveiro, parte dela, no processo de limpeza que ele encontrou em um fórum discreto da internet e a outra parte, tentando descobrir como ele se sentiria se fosse, Pae fazendo isso com ele, dentro dele. E Thurs, embora com alguma dificuldade, tinha percebido que gostou, apesar de não ter conseguido gozar dessa maneira. Era difícil pensar em explorações anais solitárias quando a qualquer momento seu namorado fofo voltaria para o quarto e precisaria usar o banheiro também. Então, ele havia abandonado a exploração, e partido para se masturbar para acalmar seus hormônios em fúria, sabendo perfeitamente que tinha se deixado pronto, mesmo que soubesse que nada aconteceria.
Thurs saiu se sentindo um pouco estranho, talvez ele precisasse conversar um pouco mais com Pae sobre isso, ou confessar que tinha se tocado no banheiro sem ele, o que era vergonhoso só de se imaginar falando. E quando ele saiu do banheiro, a toalha em volta da cintura pode ver Pae sentado em uma poltrona.
— Desculpe demorar. A água estava boa. — Thurs disse ao ver que Pae esperando por sua vez, claramente ele não havia se trocado.
— Tudo bem, eu fui a cozinha pegar uns lanches e voltei em seguida, mas você estava no banheiro. . — Ele respondeu apontando para alguns salgadinhos e sucos colocados na mesa de cabeceira.
Thurs sorriu para ele, notando os olhos de Pae se desviarem rapidamente para seu peito nu. O mais baixo imediatamente se perguntou se ele se lembrava disso, embora provavelmente não fosse o caso. O namorado ainda era Pao, quando o viu nu pela primeira e única vez, e ele havia dito coisas confusas naquele momento, deixando-o envergonhado, mas que logo o tornou meio provocador. Como em uma repetição daquela vez, o mais Thurs rapidamente se cobriu com a outra toalha que tinha na mão, enquanto Pae sorriu para ele e entrou no banheiro para tomar banho, as orelhas vermelhas, e os corações de ambos batendo forte.
Thurs estava respirando fundo quando a porta se fechou. Será que ele iria entrar em combustão espontânea simplesmente por dividir o quarto com Pae naquela noite? Seriam três dias assim, ele precisava se acalmar! Talvez ele devesse dormir, ou dar uma caminhada, ou então se jogar na piscina fria, ou todas opções não necessariamente nessa ordem. Ele poderia falar com Mon, mas ele sabia que o amigo acabaria perguntando coisas que ele não queria responder e que ele não sabia também.
No meio disso ele se esforçou em colocar um pijama confortável o mais rápido possível e tentar pensar em alguma atividade que eles pudessem fazer juntos até o sono chegar.
O tempo voou enquanto ele pensava sobre isso e quando a porta se abriu, revelando Pae de toalha diante dele, Thurs teve uma forte sensação de déjàvu e seu corpo respondeu de imediato. Dessa vez ele tinha sido menos discreto, a mão indo para a própria intimidade quando Pae se aproximou da cama, enxugando os cabelos, o encarando e notando cada gesto dele. Thurs podia jurar que havia um brilho diferente nos olhos do outro. Droga, ele tinha guardado o lubrificante do banheiro, certo? Ele não tinha deixado isso no chuveiro né? A vontade dele era de pular na cama e verificar.
— Você continua um pouco estranho. — Pae comentou, olhando melhor para ele. — Alguma coisa que queira compartilhar?
Thurs sorriu para ele.
— Você se lembra? De ter me visto? Assim, eu quero dizer. — Ele lhe deu um olhar autoexplicativo, examinando o corpo de Pae e gostando cada vez mais de tudo que via. Quem imaginaria que seu namorado era ainda mais gostoso sem roupas.
Pae passou a língua pela boca timidamente e se aproximou sentando na ponta da cama perto de Thurs.
— Eu me lembro de bem pouco, seu nome e seu rosto são as memórias mais claras que tive. — Ele explicou. — Mas sei como você se sente agora, eu me senti assim a uns momentos atrás. — Pae confessou.
— Sentiu?
— É claro que sim. — E então Pae pegou a mão de Thurs, levando-a para seu peito nu. O coração acelerado com a proximidade, o toque fazendo sua pele vibrar enquanto Thurs sentia como se sua mão queimasse. Ele havia sido tão privado disso quando ele começou a se apaixonar, tocar Pao era impossível, então porque diabos ele ainda não o estava tocando?
Thurs engoliu em seco.
— Você me quer. — Pae falou sentindo as bochechas completamente vermelhas.
— Sim. Eu quero. — Thurs respondeu honestamente se sentindo sobrecarregado. Ele realmente precisava sair dali. Os dois tinham conversado sobre isso ontem, não era um bom momento para tentar, certo?
— Eu gosto de saber disso. Gosto muito. — Pae disse com um sorriso tímido, antes de se inclinar para beijar Thurs. A língua brincando com o lábio alheio por alguns instantes, tempo suficiente para ele ver se o namorado realmente queria aquele beijo, e se maravilhar quando Thurs se entregou com um suspiro, puxando a nuca do outro para perto. Os corpos se aproximando naturalmente, enquanto o beijo se desenrolava de Pae puxava Thurs timidamente pela cintura.
Thurs podia sentir a si mesmo gemer entre o beijo, ele amava beijar o namorado, sempre desejando isso desde seus sonhos, mas aquele beijo, cuja língua se enrolava na sua o afogando em prazer o estava fazendo perder o controle. Sua espinha parecia vibrar com as sensações, mas ele sabia que isso iria ser interrompido em alguns minutos.
E realmente foi; deixando Thurs com uma ereção furiosa e quase impossível de esconder, sua única satisfação foi notar seu namorado segurar a própria toalha apertado próximo a própria intimidade.
Isso deixou o mais novo um pouco brincalhão.
— Isso não é justo, você já me viu sem roupas. Lembrando ou não. — Thurs reclamou, finalmente confiante para se insinuar um pouco.
Pae sentiu que ele iria entrar em combustão, não era tão comum que Thurs tocasse no assunto e ele nunca teve coragem de abordar o namorado sobre isso e nem mesmo tinha confessado sua inexperiência embora Thurs provavelmente suspeitasse, agora ele não tinha certeza do que fazer.
— Thurs... — Ele disse fracamente, passando os polegares os lábios do mais novo, agora levemente inchado por conta do beijo.
— Posso ver? — O mais novo insistiu, com uma determinação diferente no olhar, e Pae não pode resistir a ele, tirando a mão que protegia sua frente, e puxando fracamente a toalha para que se desenrolasse de seu corpo, ele só esperava que o namorado não o fizesse dar uma volta nem nada assim. Ele estava duro e sabia disso, a glande vermelha o fazendo querer se cobrir e ao mesmo tempo desejando ser tocado.
Thurs olhou para ele por uns instantes, e em um pedido silencioso, ao qual Pae assentiu, e então ele tocou seu pênis diretamente, fechando a mão em torno dele, antes de movimentar com suavidade o fazendo morder os lábios para conter um gemido. Ele ficou agradecido quando Thurs guiou os lábios para os seus, principalmente por que suas mãos macias começaram a acariciar seu membro de um jeito que o estava deixando ambos, tímido e cheio de vontade de fazer coisas que só tinham, até então, habitado seus sonhos. O polegar tocou sua glande úmida de hipersensível e ele resmungou no beijo.
Thurs se sentiu respirar fundo.
— Nós, podemos tentar hoje? — O mais novo disse em um fôlego só, com muito medo de mudar de ideia se elaborasse a frase. Pae estava completamente sem roupas diante dele, deixando-se ser tocado e gostando realmente disso.
— Eu não sei como, — Pae confessou finalmente. — Eu disse, sou um cara de namorar e você é meu primeiro namorado, então...
— Eu também não fiz antes, ou você acha que eu fiz? De qualquer jeito, não vamos aprender se não fizermos. — Thurs tentou soar mais objetivo do que ele se sentia. — Mas... se você não quiser, eu vou dar uma volta lá fora, me jogar na água gelada e tentar apagar a imagem de você assim na minha frente, para não mencionar... — E ele fez um gesto suave indicando a própria bermuda, que pareciam bastante apertadas.
— Mas como... — Pae começou a dizer, ele não tinha ideia de como faria, ele teria que limpar? Ou apenas um deles fazia isso? Ele tinha certeza que tinha passos a serem seguidos antes, mas tinha estado muito envergonhado com a ideia de pornografia ou qualquer outra imagem que não fosse a de Thurs diante dele.
Thurs mordeu os lábios.
— Eu quero você dentro de mim...— Pae o ouviu dizer, enquanto assumia um tom de vermelho vivo — Eu me toquei pensando em você, hoje... lá..., não consegui esquecer o que eu soube e ver você o dia todo na piscina e tinha uma coisa lá no banheiro.... — Thurs não tinha ideia de por que diabos estava contando aquilo. E se Pae se sentisse sobrecarregado?
Bem, ele tinha que dar mais crédito a ele, afinal eles estavam tendo uma conversa enquanto o pau do namorado ainda estava em sua mão.
Havia vulnerabilidade no rosto de Pae e Thurs não suportou ver ele assim, parecendo assustado. Então ele se forçou a soltar o namorado e pediu desculpas, dizendo que iria deixar ele se vestir, saindo do quarto com o coração acelerado enquanto deixava o outro relaxar.
Ele estava fazendo o certo, respeitando o cara que ele amava, se Pae não estava pronto, ele não deveria insistir, saber que ele o queria e ter tocado um pouco nele era o bastante, agora ele só precisava reunir coragem para voltar para o quarto e fazer as coisas voltarem ao normal antes do dia seguinte.
Não era como se ele tivesse ido muito longe, então em retrospecto não era estranho imaginar que Pae viria atrás dele, quando tudo que ele fez foi se enfiar na cozinha, onde ele geralmente gostava de ir quando estava amuado, dessa vez seu namorado vestia bermudas e uma camiseta leve, longe da imagem sexy na sua nudez desconcertante. Seus olhos pareciam cautelosos.
— Eu chateei você? — Pae perguntou enquanto se aproximava.
Thurs mordeu os lábios.
— Não, fui eu quem foi longe demais, você é demais para o meu coração. Eu só precisava esfriar um pouquinho antes de ir dormir. — Thurs contou. — Estava ficando quente demais.
Pae sorriu.
E se abaixou um pouco encostando a testa na do namorado.
— Eu achei que iriamos esquentar mais, só que de repente você saiu. — Um pequeno sorriso que quase o faz derreter saiu dos lábios de Pae.
— Eu não queria fazer você ir mais longe. — Thurs disse.
— Mas e se eu quiser, ir mais longe? Hoje? — Pae disse em um sussurro, como se ele contasse um segredo.
Thurs o encarou.
— Você sabe minha resposta. — Ele tocou a mão do namorado, e se sentiu ser conduzido de volta para o quarto.
* * *
Os dois estavam deitados um ao lado do outro se encarando. Por algum motivo, olhar para os olhos de Pae enchia o coração de Thurs de uma ternura infinita e ele sentia que apenas queria encarar aqueles olhos escuros para sempre. O nariz bonito e a forma que ele sorria, estavam deixando seu coração em frenesi.
Ele sentiu quando o polegar de Pae delineou sua mandíbula e fechou os olhos quando ele o beijou em sua testa, quase sob sua pequena cicatriz. Thrus sorriu segurando a nuca do namorado, os rostos tocando um ao outro suavemente, até que os lábios se encontrassem, foi em um pequeno arquejo que ele mordiscou o lábio inferior do namorado e aprofundou o beijo, borboletas enchendo seu estômago enquanto sentia o corpo de Pae se aproximar do seu.
O mais alto conseguia sentir o nervoso em seu corpo se desenrolar em um desejo intenso, Thurs costumava ser muito mais corajoso que ele, mas naquele momento ele sabia que precisava ser honesto consigo mesmo e deixar a timidez de lado. Um pouco timidamente, ele escorregou as mãos para dentro da camiseta de Thrus, que gemeu de surpresa quando o polegar tocou a lateral de seu corpo como se desenhasse sua cintura.
Thrus sentiu os lábios cheios e deliciosos de Pae descerem por sua bochecha e repousarem em seu pescoço, deixando pequenos beijos úmidos. A mão quente o acariciava suavemente pela cintura subindo em direção em seu peito, e Thrus gemeu baixinho recuperando o senso para usar suas duas mãos e começar a puxar a camisa de Pae para cima. Ele o queria nu novamente, somente para seus olhos, sua pele tocando a sua. E esse desejo quase o intoxicou, como se parte dele mesmo exigisse isso.
O outro pode perceber sua impaciência, as mãos trêmulas de nervoso se afastaram de sua pele para deixar a roupa sair. Puxando a de Thrus juntamente com a sua em seguida.
— Lindo. — Thrus murmurou na semiescuridão.
— Você é mais. — Pae disse timidamente. — O que temos que fazer? — Ele perguntou suavemente.
Thurs deu um sorriso brincalhão.
— Bom, tirar isso e aí você vai ter que... — Ele apontou para baixo sorrindo.
Pae desviou os olhos e sorriu.
— As coisas que o Nuea deixou estão na gaveta ao lado. — Pae disse apontando para o lado. Era mais fácil para Thurs apontar de onde ele estava.
Thrus olhou para ele sentindo o pau pulsar com aquela informação, seu namorado fofo sabia exatamente onde estava, então ele havia procurado?
— Eu procurei por isso depois que você falou do banheiro, tem em várias gavetas do quarto. — Pae corou ao pensar no que exatamente Nuea achava que os seus amigos faziam ou o quanto faziam.
Sem responder a isso, Thurs abriu a gaveta tirando o que precisavam e colocando do lado deles na cama, perto de sua cabeça.
— Tira para mim? — Ele pediu apontando para seus shorts e sentiu o corpo vibrar quando o namorado imediatamente enrolou os dedos nele e puxou para baixo retirando com a boxer e tudo, seu pênis já meio duro batendo em sua barriga.
Pae mordeu os lábios, percebendo que teria que ficar em pé para fazer o mesmo. Ficar completamente nu, vendo Thurs esperar por ele era uma visão que Pae só havia tido em seus sonhos, e agora ele apenas assistia seu namorado corado espalhado na cama enquanto ele se aproximava devagar.
Respirando fundo, ele uniu sua boca a de Thurs, enquanto finalmente juntava seu corpo nu com o dele, os membros unindo-se dentre seus corpos enquanto as mãos de Thurs escorregavam por sua cintura agarrando seu traseiro para aumentar o choque de suas intimidades.
— Eu te amo, muito, muito. E estou muito feliz. — Thurs sussurrou em seu ouvido, no minuto em que seus lábios o deixaram, para beijar um ponto particularmente avermelhado de sua orelha.
O mais baixo podia sentir o nervosismo de Pae, e ele se sentia igual embora estivesse morrendo de desejo por ele a ponto de ficar um pouco impaciente. Suas mãos seguraram o rosto de Pae e ele o olhou nos olhos.
— Também te amo, por favor me avise se eu machucar você. — Pae disse, quando Thrus separou ainda mais as pernas em torno dele, flexionando os joelhos e se esfregando nele. Pae estava duro, e o pré-semen dele vazava abundantemente dentre eles. Suas mãos deslizaram pelo corpo do namorado, beijos finalmente descendo pelo peito, até que seus lábios e a ponta da língua correram um mamilo ereto.
— Ahh. — Thurs gemeu, um som tão diferente de tudo que seu namorado ouviu que Pae tinha medo de não chegar a penetração sequer, antes de gozar só de ouvi-lo e senti-lo se esfregando contra ele. Sua boca continuou a acariciar o mamilo, as mãos de Thurs puxando a sua outra mão livre, guiando-o ele mesmo para outras partes de seu corpo. — Por favor continue, eu estou praticamente pronto. — Thurs disse desavergonhadamente.
Pae se afastou um pouco, sentindo seu coração se encher de uma felicidade enorme, ele sabia que Thurs confiava seu coração a ele, mas não tinha ideia da extensão de sua confiança até o outro espremer lubrificante contra seus dedos e empurrar suas mãos com um olhar faminto para aquele lugar de seu corpo.
Thrus podia ver Pae corar enquanto ele levantava as pernas, apenas um pouco intimidado pelo fato de que ele finalmente teria o que queria, os dedos de Pae dentro dele, e mais tarde, eles finalmente seriam um.
Quando o primeiro dedo escorregou Thrus arqueou o corpo, e segurou o pau de Pae como se fosse uma tábua de salvação, fazendo o garoto gemer surpreso e curvar o dedo dentro dele a ponto de fazê-lo ver estrelas. Ele movimentou os dedos, preparando Pae para ele, enquanto o outro continuava sua exploração dentro de seu corpo. O tempo necessário de preparação bastante reduzido, fosse pela ansiedade de Thrus ou pela sua auto exploração naquele mesmo dia.
— Por favor, eu quero logo. — Thurs pediu com a voz um pouco alquebrada. Os olhos pareciam avermelhados e intensos como se tivesse estado chorando, embora suas lágrimas até então fossem de pura emoção e êxtase, mas nada comparadas a choro.
— Eu preciso colocar a proteção. — Pae disse enquanto retirava devagar os dedos de dentro do namorado. O desejo se tornando cada vez mais intenso enquanto fazia espirais de ansiedade dentro dele. Thurs trouxe seu rosto para perto, o beijando com vontade, a língua sendo chupada por ele de modo que uma parte quente e densa de Pae pulsou em provocação.
— Vou colocar para você. — Thrus disse enquanto pegava a embalagem e a abria. Ele precisou manobrar o próprio corpo para fazer isso, quase se sentando enquanto lubrificante deslizava por sua coxa.
Pae sibilou quando a proteção estava finalmente posta e uma pontada de pânico tomou seu coração quando ele viu o garoto que ele amava sorrindo, as pernas separadas esperando por ele. A ponta de seu pênis provocando a entrada algumas vezes, como se ele hesitasse.
— Quero você, agora Pae. — Thurs o encorajou. Segurando seu bíceps com força quando Pae finalmente tomou coragem e ultrapassou sua entrada, se encaixando suavemente no calor e aperto do namorado. Os dedos de Thrus o seguravam firmemente, e quanto sua virilha se encontrou com a bunda de Thrus, Pae suspirou de alívio e hipersensibilidade.
— Posso mover? Eu... Está doendo? — Ele perguntou um pouco preocupado, olhos sempre atentos ao mais baixo, as mãos no cabelo desse, que lhe deu um sorriso cúmplice puxando-o mais uma vez para um beijo enquanto entrelaçava as pernas em torno de sua cintura.
— Se mova, eu quero sentir você... Argh.... — Thurs o encorajou resfolegando, embora estivesse se sentindo cheio e oprimido pelo volume em seu interior. Cada pequeno movimento parecendo reverberar em seus nervos e espalhar calor por todo seu corpo. Seu pau duro esmagado no abdômen bem talhado de Pae.
O garoto se moveu um pouco inseguro, apoiando um cotovelo do lado do rosto de Thurs enquanto manobrava o quadril para se retirar suavemente. Pae era um excelente estudante, mas não imaginava o quanto de concentração fazer amor exigiria dele, o aperto o deixava tonto de prazer e ele mal havia se movido.
Ele puxou devagar e sentiu Thurs estremecer embaixo dele, uma voz gutural escapando de sua garganta que o fez endurecer ainda mais dentro dele. Um suspiro escapou de sua boca quando ele tornou a empurrar para dentro, a outra mão do mais baixo de repente apertando sua bunda, como se quisesse aprisiona-lo dentro dele.
— É tão... — Pae se percebeu balbucionar.
— Eu sei que é gostoso para você, Pae por favor, mais ... eu preciso de mais. — Os olhos de Thurs tinham lágrimas ainda, mas estavam nublados e ele parecia perdido no próprio corpo e então Pae percebeu que se perderia junto com ele, pela infinitude de cada dia.
Eles por fim construíram um ritmo, fiel a sua personalidade Thurs começou a empurrar contra ele, se projetando para frente com o apoio de um braço e mordiscando seus lábios enquanto o via corar de desejo. Foder seu namorado era uma experiência bastante sentimental para Pae, ver as coisas que ele poderia fazer por Thurs, a forma que eles se uniam, a forma como o suor se acumulava em seus corpos, o membro do outro afogando seu umbigo em fluidos lascivos. Seus nervos pareciam se desdobrar, chicoteando sensações confusas para o seu pênis completamente sumido dentro de seu amado. E então ele decidiu que não aguentava mais.
— Eu... estou quase, vou mais... — Ele não conseguiu concluir a palavra, porque o beijo de Thrus e a forma que ele segurou seus cabelos com força lhe disse que ele sabia, que ele o entendia e estava ali com ele, se entregando, mas o consumindo dentro de si. E assim Pae empurrou, enquanto Thrus gemia sem nenhum medo, xingando alto quando os dedos longos de Pae se enrolaram em seu pênis e começaram a estimulá-lo.
Quando Thurs gozou não foi um grito, foi como um suspiro, uma angustia doce e um aperto, o corpo estremecendo e o pênis expelindo pequenos jatos enquanto Pae ainda o comia com uma velocidade. E quanto a pélvis foi contra ele com muita firmeza, ele pode sentir as pernas de Pae e sua coluna vibrarem. Ele tinha gozado também.
Thurs já tinha viajado astralmente par encontrar Pae algumas vezes, mas naquele momento, ele sentiu como se o mundo dos sonhos e o real se fundissem. O corpo do seu namorado fofo, completamente drenado por ele, a cabeça do outro enterrada em seu pescoço enquanto ele repetia inúmeras vezes apenas uma palavra.
— Eu te amo, te amo, te amo... — Como um cântico.
Levou um tempo para que eles se movessem e se permitissem respirar, ignorando qualquer necessidade que não fosse parecerem uma coisa só, duas partes de uma mesma estrela brilhando no firmamento.
— Você foi incrível, eu nem acredito que nunca fez isso. — Thurs beijou seu namorado no nariz, o rubor o tornando tão sexy que quase o fazia pedir a Pae por uma segunda rodada, embora ele mal tivesse escorregado de dentro dele, retirando o preservativo para jogar na lixeira no canto.
Pae ainda era Pae, então ele corou com o elogio. Muito mais a vontade do que nunca sobre o fato de estar nu ao lado, dele. E bem, Thurs estava feliz, apaixonado e incrivelmente satisfeito. Ele realmente teria que aumentar as provocações se seu namorado fosse responder assim. Enquanto ele pensava, Pae abriu a gaveta encontrando um pacote de lenços umedecidos para limpá-lo. Rindo um pouco quando Thurs simplesmente abriu as pernas para ele o limpar ali. Essa confiança e intimidade o embriagava, com quase tudo que dizia respeito a seu amor.
Em algum momento eles tomaram banho, em algum momento eles dormiram, e em algum momento eles sonharam juntos, andando pelas meias teias de sonhos, no seu parque de diversões especial.
