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O quarto beck

Summary:

Depois de ir até Sero atrás de um beck para se soltar na festa, Todoroki não podia imaginar qual seria a sensação do quarto beck.

Notes:

Oi oie! Voltando como meus amores, SEROROKI! Algo um pouco mais brasileiro, trazendo de uma outra plataforma de escrita.

Espero que gostem <33

Beijinhos e até!

Work Text:

— Vamos lá, Shouto! Você precisa se animar! — Midoriya balançava os braços, exasperado.

 

Todoroki se perguntou como ele não derrubava a bebida no copo colorido.

 

— Por mais que eu concorde, Midoriya — Iida, que Shouto também se perguntava como havia aceitado ir naquele tipo de festa, interveio. — incentivar o Todoroki a usar drogas não é a melhor opção.

 

Izuko olhou feio para o amigo, fazendo uma careta engraçada.

 

— Não fale como se eu fosse um traficante! Mas as vezes precisamos de um incentivo, eu bebo para me soltar mais e não gaguejar a cada palavra. Não é nada muito pesado, Todoroki, eu não estaria oferecendo se soubesse que poderia te prejudicar.

 

Shouto ponderou, Izuko fazia uma carinha fofa. Os olhos naturalmente grandes estavam ainda mais abertos, brilhavam sob a luz colorida que ultrapassava as janelas. Estavam do lado de fora da casa que a festa acontecia.

 

Era uma fraternidade conhecida da universidade. Pelas notas perfeitas dos alunos? Não. Por todos serem filhinhos de papais ricos e mimados? Talvez. Pelas festas mais loucas do campus? Com toda certeza.

 

Mas não era tão fácil entrar. Os garotos gostavam de escolher as pessoas a dedo, além de contratar seguranças para que não deixassem nenhum penetra entrar. Shouto era sempre convidado, seu pai era influente e um dos maiores doadores da faculdade.

 

Cursava medicina, tinha o carro do ano e bom… Segundo a lista mais recente que saiu no blog de fofoca do campus. Era o garoto mais lindo da universidade. Logo atrás vinha Bakugou Katsuki, líder da fraternidade que estavam.

 

— E bom, Sero é um cara bacana. Conversamos algumas vezes quando ele não tá tão chapado. — Midoriya continuou, tentando convencer Todoroki a fazer aquela loucura.

 

A verdade é que finalmente Midoriya havia sido convidado e estava louco para ir, mas nunca iria sozinho. Como ele tinha convencido Tenya ainda era um mistério.

 

— Ok. Um beck só não vai me matar. — murmurou, vendo Izuko sorrir de uma forma meio fofa e meio maníaca.

 

Iida maneou a cabeça negativamente, mas ainda assim acompanhou os meninos novamente para dentro da casa.

 

A música alta acertou em cheio seus tímpanos e Shouto fez uma careta. Seguiram Midoriya que andava despreocupado, sorrindo para algumas pessoas. Mesmo que ele não soubesse, ou acreditasse, ele era bem popular no campus e só demorou a ser chamado por uma birra boba de Katsuki.

 

Depois de atravessarem a cozinha e todo a sala, subiram dois lances de escadas até entrarem em um quarto no fim do corredor. Claro que bateram na porta e ouviram uma voz arrastada que autorizou a entrada.

 

O quarto era iluminado por diversas luminárias de larvas de diversas cores.O cheiro era uma mistura de maconha e incenso de camomila que por algum motivo agradou Todoroki. Havia também uma fumaça fina e o vento suave entrava pela janela aberta.

 

A cama, que era um colchão alto no chão, estava um pouco bagunçada com diversos travesseiros e Hanta no meio. Ele segurava um beck a caminho dos lábios finos e olhava curioso para os três parados na porta que não sabiam o que fazer.

 

— Izuko! — o dono do quarto exclamou meio letárgico, por mais que aquele ainda fosse seu primeiro beck. E ele nem chegou a fumar!

 

Descansou o cigarro em um pires que ele usava justamente para isso e se pôs de pé, por incrível que pareça, em um equilíbrio perfeito.

 

Todoroki sentiu as bochechas quentes quando o moreno se aproximou da porta e saiu das sombras do quarto, sendo iluminado pela boa luz do corredor.

 

Sero estava sem camisa, com uma calça moletom que deveria ser um ou dois ou quatro números maiores, pôs pendia em sua cintura e mostrava mais do que deveria. A imaginação de Shouto cogitou que ele não usava cueca.

 

Sentiu a boca seca e a mente aérea demais para falar alguma coisa, mas pôde ouvir a voz alegre de Izuko falar algo como: “cuida bem dele, tá?”

 

Cuidar de quem?

 

— Então o dignissímo Todoroki Shouto está no meu quarto. — Hanta brincou com a língua enrolada enquanto lhe fitava com curiosidade.

 

Todoroki queria saber mais sobre aquela língua.

 

— Eu… — finalmente notou que estava sozinho e que o moreno lhe dava espaço para entrar. O seguiu até a cama depois que a porta foi fechada.

 

Ele jurou ter ouvido um click de chave, mas decidiu ignorar.

 

— Tudo bem, Izuko já tinha comentado sobre você e bem… Não tem como não conhecer Todoroki Shouto. Ele sorriu de lado.

 

Todoroki sentou no colchão fofo enquanto Hanta ainda estava de pé. O moreno seguiu até uma mesinha.

 

— Você consegue enxergar bem com a pouca luz? — decidiu ignorar a fala do outro, sua vista ia se acostumando aos poucos e mesmo com as várias luminárias, a claridade dentro do quarto não era tão boa.

 

— Acho que me acostumei. — Sero murmurava, parecia concentrado no que fazia.

 

Shouto se pegou observando as costas fortes e bem desenhadas de Sero, as sombras que as luzes de cores quentes faziam no corpo do moreno eram hipnotizantes.

 

Hanta voltou para a cama e sentou-se ao seu lado, os joelhos se tocando brevemente. Ele passou a língua pela seda antes de terminar de bolar o beck.

 

— Tem certeza que quer fazer isso? Você não precisa beber ou usar drogas pra se divertir. — Sero lhe encarava com tanta atenção que Todoroki se sentiu desnorteado por alguns segundos. — Podemos conversar ou eu posso te levar pra casa sem seus amigos verem. — ele riu.

 

E a risada era tão inebriante que Shouto se viu preso a uma única alternativa.

 

— Eu… Eu quero ficar. — seus olhos brilhavam e Hanta sabia que mesmo sem as luminárias, os olhos de Todoroki seriam capazes de iluminar todo o quarto.

 

Hanta não era tão alheio assim, sabia bem quem era Shouto Todoroki, o seguia nas redes sociais e tinha conhecimento da sua queda pelo estudante de direito. Shouto era gentil com todos, bonito demais para seu próprio bem e Sero sabia que ele era incrível por tudo que já ouviu dos seus colegas de fraternidade.

 

E eles conversaram por alguns minutos. Os assuntos apenas surgiam e eles embarcavam, conhecendo mais sobre cada um. Estavam pertinhos um do outro, os rostos próximos demais e eles diriam que era pelo som alto, mesmo que mal pudessem distinguir o tipo de música que era tocado.

 

Todoroki perdeu as contas de quantas vezes os olhos negros de Hanta fitaram seus lábios e ele esperava que o moreno não tivesse notado as vezes em que o seu escorregou até os lábios alheios.

 

— E é por isso que meu cabelo é assim. — riu sem graça e se surpreendeu quando sentiu a mão pesada de Sero bagunçar os fios coloridos. Levantou os olhos arregalados para o rosto que ficava cada vez mais perto.

 

— Você é mais louco do que parece, Sho. — Todoroki sentiu o coração quentinho com aquele apelido e não sabe de onde veio a coragem para tocar os lábios de Hanta com os seus.

 

A pele era gelada e molhada, tinha gosto de cannabis - que ele achava ser cannabis - e algo docinho e gostoso.

 

Depois da surpresa, Sero levou suas mãos até a nuca de Shouto, puxando-o para aprofundar o beijo. Abriu caminho pelos lábios cheinhos e quentes de Todoroki com sua língua, tocando na dele e fazendo um arrepio gostoso passar por sua pele.

 

Era um beijo sedento e curioso. As mãos de Shouto foram até os fios compridos de Hanta, brincando com os fios negros.

 

O beijo, ainda que intenso, agora era mais calmo. Aproveitavam cada segundo, as nãos grandes de Sero desceram para a cintura do outro, puxando-o para seu colo, parou o beijo por alguns segundos, respirando fundo antes de abrir os olhos.

 

As pupilas dilatadas.

 

— Tudo bem essa posição? — perguntou, encarando Todoroki com atenção, atento a qualquer hesitação dele.

 

— Tudo… Eu… Eu gostei. — Shouto sentia seu baixo ventre formigar, suas mãos suavam e ele sentia-se ansioso pelo que poderia acontecer naquele quarto.

 

E ele queria tudo.

 

Hanta sorriu, um sorriso que ficaria marcado na mente de Todoroki por toda sua vida.

 

O beijo começou novamente. Shouto tinha as mãos em seus ombros, apertando e tentando não se perder nos sentimentos.

 

Sero levou suas mãos a barra de sua camisa, os dedos roçaram a pele de sua barriga, fazendo um arrepio gostoso percorrer seu corpo. Afastou-se um pouco, levantando os braços para que o moreno se livrasse da peça.

 

Os lábios de Hanta atacaram o pescoço macio e cheiroso de Todoroki, distribuindo beijos e lambidas, ouvindo o outro suspirar baixinho enquanto as mãos desciam inconscientes pelo seus braços.

 

Shouto estava quente e derretido no colo de Sero, segurava-se para não soltar nenhum som constrangedor. Mas isso ficou difícil quando uma das mãos pesadas do moreno foi até seu membro, apertando com vontade.

 

— Porra — resmungou, se remexendo sobre o colo, ouvindo a respiração pesada de Hanta, o membro duro dele sob sua bunda.

 

Sero se afastou novamente, apreciando o rosto vermelho, os lábios inchados e os olhos semicerrados e nublados.

 

— Como você quer? — perguntou, uma das mãos acariciando as bochechas macias.

 

Não conseguiu esconder o sorriso com o sentimento bom que lhe enebreava.

 

— Eu nunca fiz isso. Estou em suas mãos. — a fala baixa de Todoroki fez seu pau pulsar e ele avançar novamente nos lábios deliciosos de Shouto.

 

O deitou no colchão, ficando de quatro sobre o garoto, distribuiu beijos por todo seu rosto, ouvindo a risada gostosa.

 

— Você não sabe o quanto eu desejei isso. — Todoroki o olhou surpreso, recebendo uma piscadinha e um beijo rápido nos lábios.

 

Sero desceu os beijos pelo pescoço e torso do homem. Beijava e dava mordidas leves, se controlando para não deixar a marca dos seus dentes ao redor do mamilo que foi chupado e sugado com devoção.

 

Shouto se remexia abaixo de si, soltando suspiros e gemidos baixinhos. Uma de suas mãos voltou ao seu cabelo, segurando firme e puxando algumas vezes.

 

Hanta tateou o colchão e achou o beck e bolou para Todoroki, se pôs de joelho e tinha os olhos confusos de Todoroki sobre si. Ele era a pessoa mais linda que ele já teve o prazer de conhecer.

 

Achou seu isqueiro não muito longe, acendendo facilmente o baseado e sugando um pouco. Shouto parecia hipnotizado por seus movimentos, inclinou a cabeça para trás, soltando a fumaça para cima e voltou a olhar Todoroki.

 

Ele lhe encarava com fome. O puxou com cuidado, vendo ele sentar e lhe olhar curioso. Levou o beck aos lábios rosados que se abriram e acomodaram o cigarro. Sugou e sentiu a fumaça dentro de si, anestesiado, sentiu-se ainda mais mole.

 

Sero segurou seu queixo, o puxando para um beijo antes de ser capaz de soltar a fumaça. Sentiu-se zonzo com o beijo rápido e intenso.

 

— Fica de quatro pra mim. — Hanta sussurrou, os lábios roçando em cada frase.

 

Todoroki estava aéreo demais para sentir vergonha, ficou na posição pedida e recebeu um afago nos fios bicolores, ronronou com o carinho.

 

O baseado foi levado ao seus lábios novamente, sugou e soltou a fumaça enquanto olhava Sero com desejo, o viu fechar os olhos e suspirar.

 

O moreno abaixou um pouco a própria calça, revelando o pênis duro e molhado, fumou o beck e se inclinou, soprando a fumaça no rosto de Todoroki, que tossiu em surpresa.

 

— Me chupa. — Shouto arregalou os olhos, mas não podia negar que queria muito aquilo.

 

O pau de Sero pesou em sua língua, sugou todo o membro de uma vez, ouvindo o gemido rouco dele, lambeu todo o membro, sugando a glande e enfiando o máximo que podia na boca.

 

Hanta o olhava com devoção, via o pau sumir e voltar cada vez mais babado na boca de Todoroki, o baseado estava na metade e ele sugou o máximo que podia, antes de se inclinar e apagá-lo no chão. Puxou Shouto para que esse ficasse de joelho e o beijou, a fumaça deixando o beijo ainda mais molhado e gostoso.

 

Estavam em outro mundo, as peles pareciam mais sensíveis ao toque. Estava quente e os corpos suavam, as mentes viajam um no outro, num mundo só deles.

 

Sero acendeu outro baseado e deu o primeiro trago fora Shouto, que soltou a fumaça em seu rosto, rindo do ato.

 

Hanta deitou Todoroki novamente, o garoto manteve o beck em uma de suas mãos enquanto Sero retirava sua calça jeans e só então ele percebeu o quão desconfortável se sentia com ela.

 

Gemeu alto quando seu membro foi agarrado pela mão pesada de Hanta, ele foi habilidoso em retirar sua cueca tão rápido.

 

— Fuma. — cada palavra e ordem de Hanta lhe inebriou, estava mais viciado naquela voz e naquele homem do que naquela droga que tragava.

 

Fumou, perdendo as contas de quantas vezes levou o baseado à boca enquanto Hanta lhe chupava com vontade. Gemia alto, sem medo ou receio.

 

Sentia-se queimar, seu sangue borbulhava e seu baixo ventre revirava em prazer. Arqueava as costas e gritava quando Hanta ia mais fundo com seus dedos dentro de si.

 

Não notou quando o baseado caiu, as mãos fracas demais e perdido demais no prazer que sentia. Estava em completo êxtase, toda sua pele pinicava e sua visão estava embaçada.

 

— Eu vou entrar, me diga se quiser que eu pare. — Todoroki achava que seria impossível desejar isso.

 

Abriu os olhos molhados pelas lágrimas, Hanta lhe encarava com um sorriso no rosto, suas mãos apoiadas ao lado de sua cabeça enquanto se movia de maneira lenta. Queria mais, precisava de tudo que Sero pudesse lhe dar.

 

— Quero outro. — sabia que estava indo para o terceiro baseado, mas a sensação de ter a seda sob seus lábios, soltar a fumaça e ter a mente enevoada Seu corpo ainda mais sensível a cada toque.

Era demais. E era tudo o que precisava.

 

— Quero você viciado apenas em mim — Hanta murmurou, mas saiu de dentro de Todoroki, acendendo outro baseado com facilidade

 

Tragou de forma lenta e profunda antes de soltar a fumaça e entregar a Shouto. Se afundou novamente em Todoroki, numa estocada rápida e funda.

 

Shouto quase gritou, revirando os olhos e quase derrubando o beck em suas mãos. Demorou até conseguir levar o baseado aos lábios. Sero metia em si de forma rápida e precisa, mal conseguia lembrar seu nome.

 

Seu estômago remexia, sentia as mãos de Hanta em todo seu corpo, os olhos negros pareciam queimar sua pele. Ele já estava viciado em Sero, e não sabia se conseguiria ir quando tudo aquilo acabasse.

 

Quando deu o último trago sentiu que estava quase lá. Faltava pouco para gozar e ele queria tanto. Soltou a bituca já apagada e se agarrou aos ombros de Hanta. O moreno sugou seus lábios em um beijo molhado e sedento.

 

Droga nenhuma era mais viciante que ter Sero Hanta dentro dele, sobre ele, o beijando.

 

Quando Sero parou tudo, abriu os olhos, seu pai expelia pré gozo de forma abundante.

 

— O que… — estava aéreo demais, e ter sido impedido de gozar lhe deixou zonzo;

 

Hanta riu e saiu de dentro de si, sentando e escorando as costas na parede, bateu nas próprias coxas grossas.

 

— Senta aqui. — engatinhou de forma desajeitada e recebeu a ajuda do moreno para encaixar o pau de novo em si.

 

Desceu de forma lenta, a boca aberta, deixando escapar um pouco de saliva.

 

Hanta se aproximou, lambendo o canto da boca e o beijando com fome. As mãos grandes foram para sua cintura, ajudando-o a subir e descer tão rápido que não sabia mais onde estava.

 

E então tudo parou de novo, olhou confuso para Hanta, pronto para reclamar, mas viu o moreno acender outro baseado, sua boca secou.

 

— Esse é meu, docinho. Agora rebola pra mim. — ouvir Sero falar aqui, enquanto soltava a fumaça no seu rosto.

 

Ele gozaria ali mesmo. Mesmo sem saber como, rebolou. Hanta levou uma das mãos a sua cintura.

 

Alternava entre fumar e beijar seu pescoço. Não demorou para o ritmo ficar frenético. Sero impulsionava o corpo para cima como se estivesse com raiva, mordia seu pescoço e lambia sua bochecha.

 

Sussurrava palavras chulas e comandos baixos em sua orelha.

 

Todoroki estava anestesiado.

 

Não demorou para gozar, soltando um gemido manhoso e apoiando a testa suada no ombro, também suado, de Sero. Agora rebolava devagarinho, cansado demais para qualquer coisa e Hanta não parecia se importar.

 

Na verdade, o moreno estava no paraíso com o peso de Shouto sobre si. Os gemidos baixinhos e rouco em seu ouvido, o corpo suado grudado ao seu, os movimentos moles e gostosos.

 

Porra, estava enfeitiçado por Todoroki Shouto, completamente rendido e viciado nele.

 

Gozou pouco tempo depois. Algo tão intenso e maravilhoso que lhe deixou zonzo ´por alguns segundos.

 

— Isso foi loucura. — a voz saiu baixa, Todoroki estava morto, sua boca seca e o corpo mole.

 

— Vem cá. — Sero tomou cuidado ao ficar de pé com o outro em seu colo, foi até o banheiro, ligando o chuveiro com temperatura morna.

 

Com todo cuidado do mundo limpou Todoroki, que se encontrava de olhos fechados, sonolento demais para fazer alguma coisa além de apreciar o toque delicado e cuidadoso do moreno. Poderia passar sua vida ali.

 

Sentiu o tecido macio e cheiro e abriu um pouquinho dos olhos e pôde ver Hanta lhe envolver numa toalha amarelo bebê, sorriu com aquilo e sentiu os lábios dele na ponta do seu nariz.

 

— Você é lindo. — Shouto ouvia aquilo com certa frequência, mas saindo da boca de Sero, algo dentro de si se revirava em uma sensação boa.

 

Foi levado de volta para o quarto e sentou num puff que não tinha visto quando entrou ali, Hanta usava uma toalha na cintura e retirava os lençóis sujos do colchão, também recolheu as bitucas dos baseados e colocou no lixo.

 

Pegou uma latinha e espirrou no ar, tirando o cheiro de maconha e substituindo pelo cheiro de lavanda. Depois acendeu um incenso com o mesmo cheiro e voltou a se aproximar de si.

 

Todoroki parecia um gatinho curioso, observando cada passo que Hanta dava e aquilo deixava o moreno satisfeito.

 

— Você pode ir pro colchão, vou trazer água e algo para você comer. Ok? Separei uma roupa pra você, pode vestir. — Só então notou que o moreno usava uma bermuda moletom cor de areia.

 

Todoroki acenou e recebeu um selinho rápido. Hanta destrancou a porta e saiu.

 

Depois de respirar fundo e notar como estava realmente com sede, foi até o colchão com lençóis limpos e macios, vestiu a camisa preta e a bermuda de moletom cinza e se afundou ali.

 

Estava louco. Havia usado drogas e transado com um completo desconhecido. Começou a rir histericamente, não se arrependia de nada que o levou a estar ali.

 

Sero chegou minutos depois com uma garrafa de água e três sacolas cheias. Trancou novamente a porta e se sentou ao seu lado, enlaçou sua cintura e deixou um beijo em seu pescoço.

 

— Tudo bem? — Hanta perguntou, entregando um copo de água ao outro e tirando as diversas batatas chips e doces que trouxe.

 

Todoroki bebeu a água em segundos e longo já abria uma barrinha de chocolate.

 

— Sim. — resmungou, focado demais em comer.

 

Hanta riu e encheu novamente o copo, também bebeu água e comeu um pouco. Poderiam deixar a conversa para outro dia.