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Tim jurou que não seria pai (mas o karma tinha outros planos)

Summary:

Tim Drake acredita está no controle de tudo. E honestamente? Ele Provavelmente ele está. Tim já passou da idade de cometer erros, mas aparentemente, não dá idade de pagar por eles. Esse pagamento veio em forma de uma garota de 13 anos que descobrir todas as identidades da família, decidir que queria ser uma heroína também, e se recusar a ir até ele concordar em ser o seu mentor.

Agora, Tim precisa lidar com uma versão em miniatura dele mesmo, que de alguma forma consegue ser ainda mais caótica. (Ele está cada vez mais convencido que tudo isso é apenas o universo se vingando dele por tudo que fez à Bruce.)

Ou

A história de Tim em "5 vezes que os filhos de Bruce negaram herdar sua tendência de adoção + 1 vez que todos assumiram"

Notes:

Era pra essa ser a terceira historia postada na linha do tempo, mas assim como a de Cass, ela basicamente se escreveu sozinha e me obrigou a posta-la. Então cá estamos nos.

Eu tentei situar a linha do tempo dentro da própria história, e você pode acessar a "Sessão Confidencial: Arquivos da Batfamilia" nessa mesma coleção para um resumo completo da linha do tempo (+ extras secretos).

mesmo assim, aqui vai um resumo rápido da linha do tempo das coisas que já aconteceram nessa história:

— Dick e Barbara adotaram dois irmãos cujos pais trabalhavam no distrito de Blüdhaven de Dick, e morreram no incêndio.
— Jason adotou 3 crianças de rua que ele salvou uma vez como Capuz Vermelho, e depois disso não parava de encontrar com elas.
(e é durante essa história que a de Cass acontece, mas isso e só BEM mais pra frente)

dito isso, acho que já dei todos os avisos que queria. Então desfrutar.

Chapter 1: Prólogo

Notes:

Era pra essa ser a terceira historia postada na linha do tempo, mas assim como a de Cass, ela basicamente se escreveu sozinha e me obrigou a posta-la. Então cá estamos nos.

Eu tentei situar a linha do tempo dentro da própria história, e você pode acessar a "Sessão Confidencial: Arquivos da Batfamilia" nessa mesma coleção para um resumo completo da linha do tempo (+ extras secretos).

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mesmo assim, aqui vai um resumo rápido da linha do tempo das coisas que já aconteceram nessa história:

— Dick e Barbara adotaram dois irmãos cujos pais trabalhavam no instituto de Blüdhaven de Dick, e morreram no incêndio.
— Jason adotou 3 crianças de rua que ele salvou uma vez como Capuz Vermelho, e depois disso não parava de encontrar com elas.
- é durante a história de Tim que Cass adota Liz. (Que aliás, já está postada). mas isso e só BEM mais pra frente.
- Damian nesse ponto tem somente 19/20 anos, então ele não adotou ninguém. Embora esteja condenado pela narrativa.

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Além disso, Tim e Damian já são seus próprios heróis com novos mantos.
Tim = Corrupião (falo mais sobre isso nas notas finais).
Damian = Azad (Que significa Livre/Liberto em Árabe/persa).

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dito isso, acho que já dei todos os avisos que queria. Então desfrutar.

(See the end of the chapter for more notes.)

Chapter Text

Se você perguntasse a Tim Drake o que ele pensa de sua família, ele te diria que é estranho ser famoso e invisível ao mesmo tempo. O nome da família está em toda parte — revistas, jornais, e principalmente, colunas de fofoca. E ainda assim, ele sente como se ninguém os conhecesse de verdade. As palavras dele fariam sentido, pois, apesar de a família Wayne ser uma das mais famosas do país, pouco se sabe realmente sobre ela. E como se, a partir do momento em que não estão sendo citados, os Wayne simplesmente deixassem de existir 

  

O que Tim não te diria, no entanto, é que ele é o cérebro por trás de tudo, trabalhando para manter as coisas exatamente assim. Se depender de Tim, os Waynes vão continuar sendo território proibido, quase como ídolos. Você pode vê-los, mas nunca os tocar. 

  

Há alguns meses, por exemplo, a mídia teve um bom momento de "caça". Os filhos mais velhos de Bruce Wayne — Dick Grayson e Jason Todd — herdaram do patriarca da família sua tendência à adoção e adotaram, cada um, suas próprias crianças. Mas até isso foi feito de forma muita discreta. Somente quando as adoções legais foram finalizadas, o público tomo ciência das novas "adições a família". E digamos que os poucos paparazzi que ousaram se arriscar por mais detalhes foram fortemente desencorajados a tentar de novo. 

  

Em uma nota totalmente não relacionada: Tim ouviu dizer que é difícil conseguir trabalho quando se está sendo processado por invasão de privacidade e assédio. Mas como ele poderia saber? Ele é apenas um jovem CEO ingênuo. E certamente não tem nada a ver com os processos — ou com o olho roxo que um desses paparazzi ganhou ao tentar encurralar a pequena Clara enquanto ela o visitava na Wayne Enterprises. 

  

Se pouco se sabe da família Wayne, sabe-se menos ainda dos morcegos de Gotham. Tudo o que se sabe é que todos eles têm uma estranha ligação com o Batman. E que, às vezes, alguns deles costumam se encontrar em telhados, sem motivos aparentes. 

  

(E o que menos pessoas ainda sabem — e que Tim vai fazer de tudo para esconder — é que ambas as famílias estão muito mais ligadas do que se imagina.) 

  

Hoje é uma dessas noites. O tipo em que Gotham respira um pouco mais devagar. O som distante de sirenes habituais de Gotham parece um sussurro, a lua cheia recorta o céu com um brilho prateado e indiferente e as pessoas estão seguras e aquecidas em suas casas. E em um telhado próximo à fronteira de Gotham com Blüdhaven, Asa Noturna, Capuz Vermelho, Morcego-Negro, Corrupião e Azad estão se reunidos. 

  

Tim, em seu traje de Corrupião, sentindo o vento contra seu rosto enquanto corre ao lado de Cass, não consegue deixar de sorrir ao pensar em tudo isso. Não era exatamente assim que ele se imagina com 24 anos quando criança, (ninguém em sã consciência se imaginaria assim). A situação toda é tão estranha, e ainda assim, tão familiar, que no fim das contas, ele sabe que não poderia ser diferente. Fazem mais de 5 anos desde que ele vestiu seu traje de Corrupião pela primeira vez, e mesmo assim ele ainda sente a mesma onda de realização toda vez que o veste. Ser Red Robin pode até ter sido legal, mas Tim sempre soube que não seria definitivo. Um terno de emergência, criado em uma situação de emergência. Quando as coisas se estabilizaram, crescer e mudar ocorreu de forma natural. (E não teve nada a ver com as piadas de seus irmãos envolvendo sua criatividade, obrigado!)

  

Desde que Cass se mudou definitivamente de volta para Gotham, esses encontros começaram a se tornar cada vez mais frequentes. Tornou-se meio que uma tradição não oficial entre eles: se todos estiverem de patrulha e for uma noite relativamente tranquila, Tim, Jason, Damian e Cass apostariam uma corrida até os limites de Gotham, onde Dick certamente já estará esperando em um telhado qualquer — e então passam a madrugada falando sobre tudo e nada. 

  

Depois de Cass inevitavelmente ultrapassá-lo e vencer a corrida, eles dois se juntam a Dick, Jason e Damian, na pequena roda de conversa que eles já estão mergulhados. Tim faz rápida avaliação dos arredores antes de se permitir relaxar. Esse prédio em particular, fica perto da ponte Gotham/Blüdhaven, então eles conseguem ver a lua cheia refletindo no rio. Se fosse qualquer outra pessoa, seria uma vista de tirar o folego. Mas Tim e seus irmãos estão pulando por telhados desde a pré-adolescência e conhecem a cidade de todos os ângulos possíveis, então para eles, é só mais um telhado. Mesmo assim, Tim não para de pensar que, em momentos como esses, eles não são os temidos vigilantes de Gotham, nem mesmo os herdeiros de Bruce Wayne. Em momentos como esses, eles são apenas cinco irmãos contando uns aos outros como anda a vida — porque, embora ninguém admita, nenhum deles consegue imaginar a vida sem os irmãos. 

  

— Essa semana a N não chorou nenhum dia na hora da despedida da escola — Jason diz depois de um gole em uma cerveja (que só Deus sabe de onde ele tirou). — Acho que ela finalmente entendeu que é só por algumas horas. 

  

— Não mais medo, então? — Cass pergunta entrando na conversa e se sentando entre ele e Dick, Jason balança a cabeça, sorrindo, antes de continuar: 

  

— Bom, ela ainda faz drama pra ir, mas, considerando que não está mais chorando, acho que posso considerar isso um progresso nos problemas de apego. 

  

— Podemos realmente considerar progresso de "desapego" se D e M estão a apenas uma sala de aula de distância? — Dick provoca, antes de dar um gole em sua própria cerveja. (E sério, de onde eles estão tirando isso?) — Porque me parece apenas que você ofereceu a ela uma mudança de alvo — diz, sorrindo. 

  

Jason contou da última vez que desde a adoção oficial, Nina vinha agarrando sua perna com força toda vez que ele tentava sair. Como se cada despedida fosse um risco. E ela choraria se ficasse em um ambiente em que Jason, Dante ou Mason não estivesse presente. Então, apesar das piadas, Tim sabe que Dick gostou de saber que Nina finalmente estava começando a se sentir segura o bastante para "desapegar" um pouco. (Tim sabe disso, porque também se sente da mesma forma). 

  

— Como se você fosse um pra falar, Asa Noturna — Damian diz de repente. Dick lhe dá um olhar de traição, mas Damian não se incomoda e continua: — O quê? Não olhe assim, é verdade. Se me lembro bem, você foi o primeiro a matricular C e G na mesma creche para que tivessem um ao outro. 

  

— Ele te pegou — Tim decide entrar no jogo. — Você não pode julgar as tendências de mãe galinha de ninguém quando você é tão ruim quanto. 

  

Não é sua melhor jogada, mas como Cass acena com a cabeça, Tim decide que é boa o bastante. 

  

— Bom, eu assumo que sou uma mãe galinha, ok? Mas vocês não podem falar nada. É só questão de tempo — Dick declara, e lança um olhar conhecedor a Jason, que apenas acena com a cabeça e sorri. — Me pergunto qual de vocês será o próximo a ser atingido pelo gene dominante de adoção de B. 

  

— Gene de adoção? — Tim interfere, meio rindo, meio espantado. — Você lembra que nós somos todos adotados, né? 

  

Quando Damian abre a boca, prestes a interromper, Tim revira os olhos e fala antes que ele tenha a chance: 

  

— Sim, me desculpe, erro meu. A maioria de nós é adotada, com exceção do senhor "filho de sangue" aqui — ele gesticula em direção a Damian. 

  

Tim e os outros reviram os olhos para Damian, que não se importa nem um pouco em ser alvo dos irmãos. 

  

— Mas voltando ao assunto: eu concordo que B claramente tem um vício e que vocês dois foram afetados. Mas relacionar isso a um gene dominante é incorreto. Porque só 2/5 foram afetados — Tim declara, pois aparentemente seus irmãos faltaram na aula de genética básica. — E, novamente, nós somos adotados. Não teria como ele passar isso por DNA. 

  

— Bem, senhor "eu sei de tudo e adoro estragar as piadas dos meus irmãos" , talvez o gene de B seja tão forte que os afetados não precisem estar ligados a ele geneticamente — diz Dick. 

  

Jason decide acrescentar seus dois centavos: 

  

— Talvez seja tipo uma radiação. Qualquer indivíduo que passe mais de 10 anos vivendo com B seja inevitavelmente contaminado pelos instintos de adoção dele — diz seriamente, como quem defende uma tese plausível. — Eu, Asa e Azad passamos a maior quantidade de tempo com B. Então absorvemos mais "radiação da paternidade", e por isso adotamos primeiro. 

  

Dick então acena com a cabeça como se as palavras de Jason fossem a coisa mais sábia que já ouviu. 

  

— Do que você tá falando,? Pelo que me lembro, da última vez que chequei, eu não tinha um filho — Damian argumenta, meio indignado.

  

— Sim, é verdade que você não tem um filho, mas tem tipo uns 20 animais de estimação — Jason retruca, revirando os olhos (mais uma vez bebendo a maldita cerveja que Tim ainda não descobriu de onde saiu). — Então, claramente, o seu gene de adoção foi voltado aos animais.

  

E todos eles riram, e Damian franziu a testa, mas não retrucou a piada de Jason. Em vez disso, ficou quieto, como quem aceita a derrota. Mas é claro que ele não poderia simplesmente deixar o assunto morrer. 

  

— Não acho que seja genético ou radiação — ele disse depois de um raro minuto de silêncio. — Eu acredito que seja mais algo como "a maldição da adoção Wayne", porque se fosse realmente algo contagioso, Alfred também teria sido afetado pelos anos que trabalhou com B. Mas, apesar disso, ele nunca adotou ninguém. - Damian procura o olhar dos outros irmãos — Então eu acredito que os hábitos de B só afetam os com sobrenome Wayne. Talvez uma maldição milenar. 

  

Tim está prestes a rir da piada de Damian quando vê os outros acenando com a cabeça como se as palavras dele fizessem sentido. 

  

— Espera, espera. Eu pensei que vocês estavam apenas brincando com essa coisa de adoção — ele fala. E, pelos olhares que recebe, aparentemente é o único irmão lúcido (ou sóbrio). 

  

— Vocês estão mesmo convencidos de que isso é uma coisa? Que todos nós fomos "amaldiçoados"? 

  

— Bom, é claro que eu sei que é brincadeira, mas há claramente um padrão — Dick diz, dando de ombros. Enquanto Jason acena, concordando. 

  

— Eu não posso acreditar em vocês — Tim diz em meio ao riso. — Cass, por favor, me mostra o por que de você ser minha irmã favorita e me diz que você não acredita nessa loucura. 

  

— A maldição é real — Cass acena fortemente, sem espaço para dúvida e com uma expressão tão sombria que Tim só viu poucas vezes em seu rosto.

  

Tim estava no meio de um murmúrio sobre como Cass não é mais sua irmã favorita, pois o traiu, quando ela passou pra ele uma cerveja — o que faz com que ele desistisse. Afinal, Cass é realmente sua favorita. (Então é daqui que elas estão surgindo! É claro que, se alguém conseguisse esconder cerveja no traje, seria Cass!) 

  

Depois de um curto período de silêncio, Damian (irritado porque não foi autorizado a beber, pois tecnicamente ainda falta um ano para atingir a idade legal nos EUA — e não, não importa se ele já bebia desde os 10 anos na Liga dos Assassinos) decide retomar a discussão. 

  

— Eu, se fosse você, Corrupião, não zombaria da maldição. Você é claramente o próximo a ser atingido — ele lança um olhar venenoso. — Embora você e Morcego-Negro tenham a mesma idade, até agora ela seguiu a ordem em que cada um de nós conheceu o pai. Sendo assim, você é o próximo. 

  

— Azad, eu vou fazer uma pergunta e preciso que você responda objetivamente — Tim diz de repente, usando sua 'voz de missão'. 

  

A mudança brusca faz todos entrarem inconscientemente em alerta. Agora estão todos em "modo vigilante", preparados para ação. Depois de um minuto inteiro de tensão, Tim finalmente acrescenta: 

  

— Você bebeu uma cerveja quando nenhum de nós estava olhando? Porque só alguém totalmente embriagado para dizer que eu vou adotar uma criança. 

  

E os irmãos explodem em risadas. 

  

— Filho da puta, eu pensei que fosse sério — diz Dick, entre risos. 

  

— Eu já estava preparado pra atirar nele — Jason acrescenta, também rindo. 

  

Enquanto Damian murmura um xingamento em árabe, mesmo que esteja sorrindo junto com Cass. Nem foi tão engraçado assim, mas o clima é tão familiar e, quando combinado com o álcool, basta que um deles ria para desencadear uma reação em cadeia. 

  

— Só pra que fique registrado — Damian diz, tentando sustentar sua pose de mal-humorado —, precisaria de muito mais que uma cerveja pra me derrubar. 

  

E todos bufam, porque é claro que o bebê da família iria focar nesse ponto. Quando Jason pontua EXATAMENTE isso, Damian resmunga que ele não é bebê de ninguém — ainda mais considerando que ele nem é mais o mais novo. (Teria sido mais convincente se ele não estivesse deitado com a cabeça apoiada no colo de Dick.) 

  

Cass apenas aponta pra ele e diz: 

  

— Sempre bebê. 

  

E como nem mesmo Damian tem coragem de antagonizar Cass, o assunto está encerrado. 

  

— Brincadeiras à parte, garotos — Tim começa, mas quando Cass lhe lança um olhar, ele corre pra acrescentar — e garotas. 

  

Cass sorri satisfeita, e ele toma isso como incentivo para continuar: 

  

— Eu falo sério sobre isso. Asa e Capuz podem ter sido afetados pelo "gene de B", a "maldição" ou qualquer outra que vocês inventarem. 

  

Ele faz uma pausa para beber um gole de sua segunda lata de cerveja. (E caramba, Cass! De onde você tira TANTAS latas? Jason já está na quarta, Dick na segunda, e quem sabe quantas Cass tomou sem que ninguém percebesse.) 

  

— Mas eu não sou tão fraco quanto o Capuz, que riu de Asa por seguir os passos do velho, apenas para ser o primeiro a dar a ele netos oficialmente. 

  

Jason cruza os braços e tenta assumir uma pose dominante e intimidadora (Tim não quer ser repetitivo, mas, novamente, seria mais convincente se eles não estivessem sentados em círculo no chão, como crianças). 

  

E então ele se vira para Tim, usando o tom mais sério que consegue: 

  

— Você acha que eu e Asa também não pensamos isso? Você estava lá, Tim, por favor... 

  

- Codinomes! — todos eles repreendem ao mesmo tempo quando Jason escorrega e o chama pelo nome. 

  

(Não tem ninguém por perto, mas nunca se sabe.) 

  

— Tá, tá, foi mal — ele se desculpa, embora não pareça nem um pouco arrependido. — O que quero dizer é: quem sabe as surpresas que a vida reserva? Nunca diga nunca. 

  

Tim revira os olhos. Ele não é exatamente do tipo que se deixa surpreender. A grande questão com surpresas é que, para funcionarem, o alvo não pode saber delas. E hoje em dia, há pouca coisa que Tim não sabe. Então, se "alguém sabe as surpresas que a vida reserva", esse alguém é Tim Drake. 

  

Se todos estavam "amaldiçoados" com o gene da adoção, Tim era a mutação imune. Ele era o controle de dano, não a variável. 

  

Ele está prestes a apontar isso quando Dick explode ao lado dele: 

  

— Pelo amor de Deus! De onde você tá tirando essas cervejas? — ele diz, meio indignado, enquanto Cass lhe oferece mais uma lata. 

  

— Eu estou me perguntando isso há meia hora — acrescenta Jason. 

  

— De fato — intervém Damian, por fim. — Eu contei pelo menos dez latas no total, for a as que sei que você bebeu sem que notássemos. De onde você está tirando isso? 

  

(E aparentemente Tim não era o único obcecado com as cervejas. Ele está tão acostumado a lidar com a bagunça dos irmãos que às vezes esquece que eles também São Detetives Treinados.)

  

— Segredo — Cass responde simplesmente, dando de ombros. 

  

E então o assunto desvia, e eles passam o resto da noite tentando fazer com que Cass revele o mistério das cervejas. E qualquer conversa relacionada à adoção ou crianças é totalmente esquecida. Melhor assim. Seus irmãos podem fazer as piadas que quiserem sobre Tim adotar, mas pouco importa a opinião deles. Afinal, eles não sabem metade das coisas que Tim sabe. 

  

O que Tim não sabia, no entanto, era que meses depois, quando aquela noite se tornasse apenas mais uma entre muitas outras e fosse praticamente esquecida por todos, o Karma começaria a agir. Pois, diferente das pessoas, o Karma nunca esquece nada, apenas espera a hora certa de cobrar. E já era a hora de Timothy Drake-Wayne começar a pagar. 

Notes:

Inicialmente, minha ideia pro codinome de herói do Tim era o clássico Cardeal.

Só que o Cardeal é um pássaro de cor vermelha, então consequentemente o uniforme seguiria esse esquema de cores. E eu queria que cada filho do Bruce tivesse um esquema de cor próprio pra ser identificado.

Então, no meio de algumas pesquisas, eu conheci o Corrupião.

O Corrupião é uma ave tipicamente brasileira, de cor alaranjada. Famosa pela habilidade de imitar sons pra ajudar na sua sobrevivência. Embora essa mesma habilidade faça com que eles sejam alvo de caça ilegal.

Esses sons variam entre: outras aves, sons do ambiente (como apitos e ruídos urbanos) e, em casos mais extremos, até mesmo vozes humanas.

Eu achei que o Tim apreciaria a ironia. Uma ave que é capaz de enganar os outros, e é essa sua esperteza que faz com que ela seja caçada. (Olá, Ra’s al Ghul).

Então, apesar de gostar tanto da Sonática, eu fiz dela o codinome do Tim. E fiz todo o uniforme dele baseado nela. Assim, o objetivo principal é concluído: cada irmão-Wayne tem uma cor própria.

Dick – Asa Noturna – azul
Jason – Capuz Vermelho – vermelho
Tim – Corrupião – laranja/amarelo
Cass – Morcego Negro – preto
Damian – Azad – verde

(tem como adicionar imagem nas notas?)