Chapter Text
INTRODUÇÃO
VEGAS
Um alfa atormentado por seus pecados. Ele odeia ômegas, mas tudo irá mudar quando o destino colocar em seu caminho o único ômega que ele mais detesta, não por odiá-lo, mas por nunca admitir em seu coração o quanto o amou no passado.
PETE
Um ômega que não acredita no amor. Ele não odeia a vida, mas com toda certeza odeia Vegas Theerapanyakul. Pete, desde cedo, sabia que a felicidade não estava em seu destino, então ele conheceu o alfa por quem se apaixonou na adolescência e confirmou que seu destino seria infeliz. Pete pensou em desistir de tudo, mas alguém muito importante lhe dá forças para buscar sua vingança, e pelo pequeno alfa chamado Veneza, ele fará qualquer coisa.
Um casamento que deve durar no mínimo 365 dias, onde Pete e Vegas deverão ficar juntos 24 horas.
Será que nosso alfa favorito vai amolecer o coração?
Será que nosso ômega conseguirá se vingar como deseja?
Um destino entrelaçado pela dor, segredos nunca revelados, mas que estão prontos para vir à tona. Como Vegas vai lidar com o passado? Como Pete mais uma vez vai se ver ao lado do alfa, o ajudando mesmo sem querer?
O amor vai surgir, ou o ódio vai prevalecer?
Capítulo 1
Ponto de vista:
Eles têm um contrato único e mais de mil motivos para se odiarem. Vegas, que teve tudo na vida, agora estava amarrado a um ômega que ele desprezava. Pete, que nunca teve nada, nem amor dos pais, muito menos dinheiro, agora estava amarrado a um alfa arrogante que ele mais odeia.
— Pá, isso é um absurdo.
— Pete, é um ótimo rapaz, bonito e bom para você.
— Não sou cego, eu sei o quanto ele é bonito, mesmo com aquele cabelo comprido na cara e aquele estilo desajustado. Eu já tenho alguém.
— Se acumulou tanto Tawan, por que após tantos anos ainda não se casaram? Seu avô deixou claro no testamento que você e Saengtham devem se unir e cuidar dos negócios.
— Ele sabe ligar um computador, por acaso? Ele nem terminou a escola, eu entendo que o vovô sente remorso. Mas por que temos que pagar pelos erros dele?
— Seu avô partiu para Vegas, com a alma pesada e cheia de culpa. O que ele fez na vida daquela pobre família não tem encarnação nenhuma que o vá perdoar, mesmo assim, antes de falecer, ele fez o que achou certo.
Vegas virou-se para o seu pai, deitado na cama do hospital, e respirou fundo. Kan nunca foi um pai muito presente, sempre dedicado ao trabalho, e vivendo uma eterna briga com seu ex-esposo, o pai ômega dos seus filhos. Eu nunca admitiria, mas ainda amo Tammy.
O alfa olhou pela janela do quarto, pensando em tudo que mudaria a partir de agora. Seu pai, ômega, era o típico ômega fútil que todo mundo espera que ele seja. Vegas não odeia os ômegas, mas ele colocou na cabeça que nunca se casaria com um, e seu atual namorado sabia disso.
— A família de Tawan vai cortar laços com os Theerapanyakul.
— Eu já fui sincero o suficiente sobre aquele ômega. Ele gostava do seu primo, e do nada ele está loucamente apaixonado por você? Eu não sou um exemplo de alfa, que sabe como fazer durar um casamento, meu filho, mas eu vejo de longe e posso dizer com propriedade que seu namorado é apenas um caçador de dotes.
Vegas olhou para o pai novamente, que, mesmo não dizendo, está se referindo ao seu ex-marido. Seu pai ômega foi o responsável por apresentar Tawan para Vegas, os dois eram cúmplices, amigos, e se davam muito bem, e esse era um dos motivos por que Vegas nunca pensou em casamento com Tawan.
,ele tentava ser a cópia exata do seu pai ômega, e Vegas odeia até a cor do cabelo de seu pai ômega, imagina casar-se com alguém parecido com ele.
Os dias foram passando, Kan fazendo quimioterapia em decorrência do câncer de próstata, Macau terminando a escola e se tornando o alfa mais irresponsável da Tailândia, e finalmente aquele ômega que Vegas desprezou uma vida inteira, entrava pela porta da frente, apenas com uma mala e uma mochila.
O alfa reconhecia o ômega, era bonito, mas mediano, pelo menos era isso que ele dizia para si mesmo. Vegas nunca olharia para ele com outros olhos, mas agora o contrato estava colocado sobre a mesa e não havia acordos.
— Eu não estou de acordo, mas preciso do dinheiro, então pare de me encarar dessa maneira.
— Apenas abra mão de tudo, eu te darei uma boa quantia para viver bem.
— Seu avô roubou a ideia do meu avô, preciso falar dos meus pais?
Vegas não respondeu ao ômega, porque seu avô tomou tudo dos Saengtham, mas o dinheiro não era o problema, a vida dos pais do ômega era uma mancha que nunca poderia ser consertada, não existe dinheiro no mundo que os traga de volta à vida.
— Só não entendo, por que um ano? Precisa ser um lugar tão afastado? — Pete questionou, encarando os papéis à sua frente.
— Não diga que está com medo, ômega?
— Medo? Eu já estou entediado só de olhar na sua cara agora, imagina 365 dias? Como vou saber se você não vai ser um babaca comigo, como foi no passado?
— Vegas, do que Pete está falando?
— Nada, pá. Apenas tivemos nossas diferenças.
— Diferenças? Puta que pariu, após anos achei que tinha melhorado, mas é só mais um riquinho mimado. Você nunca vai admitir, mas não vou ser eu que vou estragar os olhos dos seus pais com a verdade sobre o filho que possuem…
— Cale essa maldita boca.
— Eu fiquei calado por muito tempo. Eu guardei todos os seus segredos…
Todo mundo começou a falar ao mesmo tempo, que segredos, o que Vegas e Pete escondiam, e como se conheciam?
Vegas teve a vida de um príncipe, melhor escola, melhores roupas, o carro do ano aos 16 anos, enquanto Pete, quando completou 16 anos, além de perder seus pais, teve que parar de estudar para ajudar o avô na peixaria da família integralmente.
O alfa odiava o ômega, mas ele odiava mais ainda o remorso que sentia em seu coração. Ele era jovem, tolo e inconsequente. Pete tem todos os motivos para o odiar, mas o que ele viveu naquela época o tornou-se alguém que decidiu nunca acreditar em ômegas ou abrir seu coração para o amor. Vegas nunca amaria ninguém, e Pete jamais o perdoaria.
Continua...
MACHADO!
