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Rating:
Archive Warning:
Category:
Fandom:
Characters:
Language:
Português brasileiro
Series:
Part 2 of Em algum lugar, Part 1 of No Mar
Stats:
Published:
2025-11-19
Updated:
2025-12-09
Words:
3,530
Chapters:
2/?
Hits:
21

No (Mar Mais) Azul

Summary:

Onde duas garotas despertam em One Piece como crianças mais uma vez e decidem que não querem ser figurantes.

Ou

Onde Luffy convida mais duas pessoas estranhas para sua tripulação pirata.

Notes:

Não sei o que estou fazendo...

Chapter 1: Grande Azar • Riza

Chapter Text

Riza abriu os olhos enquanto se sentava, levou a mão a cabeça, xingando até a quinta geração daquele deus idiota.

 

Ela podia sentir a areia tocar suas pernas e impregnada em seus cabelos e suspirou em frustração, sabendo o quão difícil seria para tirar mais tarde – se ela se quer encontrasse algum lugar para tomar banho. 

 

Sinceramente o que custava fazê-la cair em um lugar mais acolhedor, em vez da praia, no sol quente, em uma ilha aparentemente abandonada e com areia enfiada até o cu?

 

Outro suspiro, bem, pelo menos ela não foi jogada no mar, isso, seria pior, ou em um navio pirata suspeito, ou quem sabe próxima do Akainu – um arrepio cruzou seu corpo com o pensamento que veio em seguida. 

 

Pelo menos não perto dos dragões celestiais. 

 

É, não, aquele deus não era tão ruim assim, tudo bem, ela era magnânima, ela iria perdoa-lo, seus olhos de um tom de azul mais escuro examinaram os seus arredores, sem reconhecer qualquer coisa a sua volta, além de árvores e areia.

 

Era um lugar aparentemente abandonado, havia vários pedaços de navios espalhados pelo chão e no mar, além de pedaços de panos e objetos quebrados, possivelmente de naufrágios causados por tempestades ou ataques marítimos. 

 

— Bem, eu tinha que começar em algum lugar, não é? — ela murmurou para si mesma, tentando se manter otimista. — Haa... Eu ando passando muito tempo com a Zari.

 

Riza se levantou, aparentemente Zari não tinha caído com ela, uma vaga memória de se separarem na queda passou por sua mente, mas ela não deu muita atenção. 

 

Ela sabia que iriam se encontrar eventualmente. Provavelmente. Com sorte. 

 

Ela se levantou, pronta para encontrar um lugar com sombra – e sem areia, se possível. Mas parou, tinha alguma coisa errada. Ela sentia isso. 

 

Só não sabia o que era ainda. Riza testou mais alguns passos, depois deu um pulo e então tocou o topo da cabeça, hummm, seus braços estavam menores, ou era impressão dela? Outro passo na areia e então ela se agachou, tampando o rosto com as mãos. 

 

Puta merda! Ela estava pequena, não! Minúscula! Uma maldita criança! Aquele deus de araque! Uma respirada profunda, Riza tentou se acalmar. Tudo bem. Tudo bem, ela só precisava saber em que ano estava, não, quantos anos o Luffy tinha. 

 

Ela assistiu alguns episódios quando criança – além do muitos spoiler que recebeu do seu pai. Então ela só precisava saber quando o tal rei pirata morreu, ou quantos anos tem o garoto do chapéu de palha. É, fácil. 

 

Fácil. 

 

Fácil. Se existisse alguém a quem perguntar! Em vez disso ela estava em uma ilha, na beira de uma praia cheia de pedaços de navios velhos! O que ela ia fazer?! Riza sentiu vontade de gritar, extravasar toda a sua frustração chutando, berrando ou batendo em alguma coisa. 

 

Em vez disso ela sentiu lágrimas de frustração salpicar seus olhos, respirou fundo, o cheiro salgado do mar entrando em suas narinas. Ela não estava acostumada com ele – se ela tivesse ido a praia duas vezes na vida ainda era muito. Mas ela gostou. 

 

Sua barriga roncou de fome, talvez seja melhor procurar comida... E um abrigo, se ela se lembrava bem o tempo nesse mundo era completamente maluco, podendo chover, nevar e secar em apenas algumas horas. 

 


 

Uma jovem agora podia ser vista correndo de forma desesperada, ela estava coberta de lama e tinha certeza de que tinha torcido o pulso esquerdo – se o pequeno incomodo fosse alguma indicação. Seus cabelos estavam emaranhados, a roupa rasgada em algumas partes e nas mãos um pequeno cacho de bananas. 

 

Algumas horas já tinham se passado desde que Riza decidiu que deveria comer, ela havia entrado na floresta afim de algumas frutinhas, na esperança de que ouvesse alguma coisa que ela reconhecesse. 

 

Para sua sorte ela conseguiu achar um cacho de bananas, amarelas e gordinhas, parecendo brilhar aos olhos da garota, ela estava com tanta fome a essa altura que nem se importou com mais nada e correu para pegar a gloriosa fruta. 

 

Mas assim que as tocou uma sombra a cobriu do sol fazendo-a parar, Riza se virou lentamente e deu de cara com o maior macaco que ela já vira na vida, ele era enorme, passando facilmente dos 1,70 mesmo sobe as quatro patas (patas? Mãos?) ele a olhava de forma tão intensa que mesmo sem dizer nada ela já sabia que devia correr. 

 

Enquanto fugia tropeçou em uma raiz, rolou pela lama, caiu em um buraco estranho, torceu o pulso ao proteger o rosto e foi parar em uma caverna escura. 

 

Quando pensou que finalmente poderia descansar sentiu seus pêlos se arrepiarem e uma baforadas no pescoço, virando-se – mesmo querendo MUITO não fazer e dando de cara com um tigre grande e feroz. 

 

E bem, chegamos no agora, com Riza subindo uma árvore o melhor que pode sem escorregar na lama em seu corpo e sem deixar o cacho de banana cair no chão. 

 

Ela precisava sobreviver, só até conseguir sair dessa ilha maldita e reencontrar Zari, então ela poderia dormir e comer sua comida maravilhosa. 

 

Mas até lá, bananas são ótimas fontes de potássio.