Work Text:
Minho estava ofegante, cansado, esgotado. Seus braços doíam por fazer os mesmos movimentos há tantas horas, suor escorria de suas costeletas mal cortadas e a camiseta suja grudava em seu peito e barriga que também escorriam suor. Estava quente naquela noite e todos os seus movimentos cautelosos e precisos faziam com que seus músculos ardessem, mas não podia estar mais orgulhoso de todo seu trabalho e a bagunça feita em si, em seu corpo e na parede.
Oh, sim, Lee Minho, mais conhecido como Lee Know, era um artista de rua conhecido pelos bairros de Seoul. Pintava com grafite todos os lugares que podia, desde asfaltos e calçadas até muros e paredes de prédios altos. Tinha uma boa quantidade de seguidores em suas redes sociais, cada vez mais pessoas reconheciam seu trabalho duro e o ligavam, querendo seus desenhos gravados em suas casas e lojas, pagando uma boa quantidade de dinheiro para que fizesse isso. Mas nada o deixava mais satisfeito do que pintar por vontade própria, sem se preocupar com pagamento, gostava de dar trabalho à polícia por estar "vandalizando" lugares públicos.
Idiotas, aquilo era arte.
Seu celular marcava exatamente 12:47 da noite, as ruas vazias e apenas alguns carros passando por aquele bairro pouco movimentado, este ficando mais perto da periferia do que do centro, aumentando as chances de bater polícia ali e o revistar sem cuidado algum, jogando todas as latas de spray para fora de sua mochila, tentando achar alguma droga e sempre falhando. Não era idiota ao ponto de levar seus baseados consigo.
Enfiou o celular em seu bolso, passando a mão suja em sua testa, limpando o suor em excesso mas pintando a pele sem querer, e sorriu satisfeito ao apreciar sua mais nova obra de arte; uma My Melody pintada no muro de tijolos, as mãozinhas juntas na frente de seu corpo, asas pequenas saindo de suas costas, algumas partes do desenho tendo um aspecto de derretimento, que achou que iria cair bem, e o fundo enfeitado com uma chama grande e alguns tons de preto, azul, roxo e verde. Estava lindo, nunca errava.
— Nem fodendo… — O coreano levou um pequeno susto ao ouvir uma voz extremamente grossa e rouca atrás de si, virando rapidamente para ver de quem era aquela voz tão grave e incomum de se escutar, e se surpreendeu com o que viu. Um garoto magro, de estatura média, com um sorriso animado, bochechas enfeitadas por várias sardas, estas indo até as orelhas, cabelo castanho volumoso e cortado em um mullet bonito, a franja ondulada dividida ao meio. — Você não é o Lee Know? — Minho não sabia o que responder para ele porque estava hipnotizado. A aparência dele era tão linda e delicada. Um completo oposto de sua voz.
Balançou sua cabeça levemente para os lados, piscando algumas vezes para se concentrar na realidade e não na beleza gritante. Se xingava mentalmente por estar chapado naquele momento e perder a concentração tão rápido.
— É… sou eu. — Coçou sua nuca com os dedos tatuados, sem jeito e sem saber como não parecer estranho. Um fato sobre Minho era que ele só sabia lidar com latas de spray e seus gatos, não com interações humanas. Era sempre a mesma coisa, gaguejava e ficava vermelho, dando respostas curtas e grossas mesmo não querendo. Só não sabia manter uma conversa sem se constranger, era complicado para um artista introvertido como ele. — Você… me conhece?
Ainda com a mão na nuca, levantou seus olhos novamente até o rosto bonito, sentindo suas bochechas esquentarem por baixo da bandana pelo jeito que era encarado. Com admiração e animação, igual olhava para suas pinturas.
— É claro que conheço! Porra, eu adoro teu trabalho! — O moreno arrumou a mochila em um dos ombros e se aproximou devagar, com uma das mãos no bolso e prestando atenção nas reações do artista. Talvez ele não gostasse de aproximação, era bom evitar desconforto com um de seus grafiteiros favoritos. — Eu me chamo Lee Felix, eu acompanho você faz um tempão… ainda não acredito que realmente tô falando com você. — O garoto que Minho descobriu se chamar Felix estendeu a mão pequena e limpa, esperando ser cumprimentado pela mão suja do mais velho.
— Prazer, eu me chamo Lee Know… — Falou um pouco perdido, chacoalhando de maneira firme as mãos em um cumprimento amigável. Logo sentiu suas bochechas ficarem mais quentes que já estavam pelo calor, coçando novamente sua nuca, sem jeito. — Quer dizer, disso você já sabe. Nossa, me desculpa, eu não sei manter uma conversa decente. — Riu envergonhado e foi acompanhado pelo menor, este que riu baixinho e enfiou as duas mãos no bolso da calça cáqui, cortando o contato amigável. Por um momento, Minho sentiu falta da palma pequena e quentinha encaixada na sua, e logo se lembrou de que suas mãos estavam imundas. E as dele estavam limpas. Porra. — Eu sujei suas mãos, Felix, me desculpa, eu esqueci de limpar-
— Ei, fica tranquilo. — Felix riu de novo, dessa vez mais alto. Estava achando o artista uma graça. — Eu tô voltando do trampo agora, vou ter que tirar as roupas e lavar mesmo, não tem problema ter sujado. — O Lee mais novo abaixou sua cabeça e sorriu de canto, levantando seus olhos até a parte do rosto sujo, que aparecia para fora da bandana que cobria do seu nariz para baixo, do maior, o encarando por baixo da franja crescida. — Você fica fofo vermelho.
Ok, não culpem Felix por estar dando em cima de Minho. Ele era fofo, tímido, sabia desenhar, tinha mãos bonitas e um cabelo ruivo muito bonito. Tudo o que Felix amava em um garoto.
E foi só o australiano falar isso que Know ficou ainda mais vermelho, tentando olhar para qualquer lugar que não fosse o rosto sardento, gaguejando um "obrigado" baixinho e sem jeito. Aquele garoto lindo pra caralho estava dando em cima de si, não era um sonho. Lee Know era estranho, isso Felix já tinha percebido há uns bons minutos, mas estava curioso. Ainda não tinha visto o rosto completo do artista, nem mesmo em suas redes sociais ele mostrava sua face, sempre coberto por uma bandana e boné. Dessa vez ele só estava com a bandana, sem o boné para cobrir aquele cabelo ruivo tão bonito, mesmo sujo de suor e tinta respingada.
Infelizmente, com as poucas habilidades sociais que Minho tinha, logo um silêncio constrangedor se instalou entre os dois e o mais velho passou a encarar seus all stars sujos de lama e spray, enquanto Felix sorria pequeno com as mãos tatuadas do outro Lee amassando nervosamente a barra de sua camiseta suada, sem saber realmente o que fazer.
— Bom, foi ótimo conhecer você, Lee Know. — Felix trocou o peso de seu corpo para a outra perna, descruzando os braços para poder fazer uma reverência com um sorriso gigante nos lábios gordos e pequenos, animado por ter conversado, mesmo que pouco, com seu artista favorito. — De verdade mesmo, você é um artista incrível e inspira meu irmão pra caralho. — Falou com um ar orgulhoso, rindo baixinho dos olhos arregalados do mais velho. Ele não poderia ser mais adorável.
— Como assim? Ele grafita também? — Minho, então, encarou Felix completamente interessado, as mãos tatuadas sendo limpas em sua camiseta suja, apenas para que pudesse cruzar os braços fortes e prestar ainda mais atenção no sardento do que já estava antes.
Yongbok riu alto, as mãos pequenas e delicadas indo para os ombros largos daquele homem suado e gostoso, os dedinhos apertando fraco os músculos tensos pelo cansaço. Minho gemeu baixo, remexendo os ombros para ajudar no aperto gostoso. Bom, não era sua intenção apertar os nós doloridos, mas gostou até demais daquele som rouco e baixinho. Queria ouvir mais.
— Bom… não é exatamente graffiti. — Encarou o rosto coberto pela bandana e sorriu de canto, dando um passo para mais perto dele. Minho percebeu, e, por mais que fosse extremamente tímido, sentiu seu corpo se aproximar minimamente também, quase como se fosse um ímã. — O Chris faz trabalhos mais voltados à política, gravando em muros e viaturas policiais o que a mídia não tem coragem de falar. — Vendo que toda a atenção do artista estava voltada para si, foi abaixando a voz gradativamente, bem devagar mesmo, só pra ter o Lee se aproximando para poder ouvir melhor. Minho nem mesmo percebeu, alheio demais ao seu redor e prestando atenção somente nas palavras ditas pela voz gostosa daquele garoto. Estava alheio, sim, mas era culpa da maconha. — Ele adoraria te conhecer sabia? — Falou ainda mais baixinho, os olhos murchos e vermelhos grudando na boca gorda para poder ler os lábios, já que a voz grossa estava quase inaudível. — Mas, pro azar dele, quem te conheceu antes fui eu.
Felix completou com uma risadinha, suas mãos ainda nos ombros largos do maior. Os dedinhos apertaram mais uma vez os músculos tensos, fazendo uma massagem gostosa ali e tirando um suspiro alto e satisfeito do artista. Porra, a mente do australiano estava viajando à mil, pensando e imaginando uns dez cenários diferentes onde, em todos eles, tinha Minho embaixo de si, gemendo alto e totalmente perdido enquanto montava e rebolava no pau dele. Yongbok não tinha jeito.
Lee Know abriu seus olhos, que nem mesmo havia percebido ter fechado, e deu de cara com o rosto bonito e sardento, um sorriso malvado dançando naquela boca tão bonita. Podia sentir a tensão, de novo, crescendo em volta dos dois, abraçando os corpos quentes em uma atração fora do normal.
Porra, Minho queria muito beijar ele, podia sentir seu pau dando alguns sinais de vida dentro da bermuda imunda só com aquela troca de olhares tão intensa. Felix era tão lindo, fazia tanto tempo que não dava um simples beijo na boca que pôde jurar estar no céu quando os dedos gelados passaram por sua nuca, trazendo o rosto coberto para perto do sardento.
Foda-se, Minho pensou, só se vive uma vez e não iria ficar se lamentando pelos cantos por não ter dado uns beijos naquele garoto bonitinho.
— Eu quero te beijar, Lee Know. — Felix falou baixo, seus lábios vermelhinhos roçando com os dos mais velho por cima da bandana suja de tinta. — Deixa eu te beijar, vai… — Com um tom manhoso, o australiano deixou com que um biquinho mimado se fixasse em sua boca, aproximando-se do pescoço suado e tatuado do artista. — Posso te provar que eu tenho uma boquinha maravilhosa… — Esticou sua língua para fora, passando pela pele salgada e com um cheiro azedo de suor e perfume vencido, tirando um tremor e um suspiro fraco do Lee mais velho. O sabor salgado tomou conta de seu paladar, os dedinhos apertando os fios ruivos da cabeça ao mesmo tempo que gemia baixinho, satisfeito com o gosto nojento em sua boca. — Quero beijar você e chupar seu pau, amor. Quero babar em você inteiro, porra…
Em uma manha extrema, Felix esfregou seu rosto limpo de qualquer resquício de suor ou sujeira no vão do pescoço encardido, cheirando, beijando e lambendo aquela parte tatuada tão bonita. Estava se esfregando nele manhoso por atenção, querendo muito engolir toda a porra que Minho poderia lhe dar. E Minho daria.
— Felix, meu deus, não faz assim… — O coreano murmurou desesperado, suas mãos médias indo até a cintura finíssima para apertar e puxar o corpo menor contra o seu, sentindo a ereção pequena do mais novo roçar com a sua. Puta que pariu, ele queria muito comer Felix contra qualquer parede daquela rua, iria ficar louco se não metesse naquele rabinho gostoso de uma vez. — Não fala assim, por favor...
Yongbok se permitiu sorrir, passando os dedos curtos no nó da bandana, encaixando a pontinha no meio da amarração apenas para puxá-la para lados opostos, deixando com que o pano escorregasse pelo rosto vermelho, e, porra, Felix estava no paraíso. Minho fazia o seu tipo pra caralho, tudo naquele homem se encaixava perfeitamente. O coreano tinha uma mancha escura pelas bochechas, queixo e buço, mostrando que a barba já estava crescendo, e um piercing snake bites, deixando o menor ainda mais excitado do que já estava, fazendo com que as pernas magras se esfregassem uma contra a outra, tentando ao máximo acalmar a ereção que já lhe incomodava.
Minho ficou vermelho com o jeito intenso que era encarado há tantos segundos, tendo que abaixar a cabeça para fazer Felix sair do transe e passar os braços por seus ombros. Os dois se encararam, Minho com as mãos na cintura de Felix e Felix com as mãos nos ombros largos de Minho. Por deus, a tensão podia ser sentida há quilômetros de distância.
Então, depois de jogar a bandana para longe, Felix puxou o outro Lee pela nuca e o beijou com fome, surpreendendo Minho pelo jeito afobado do beijo, não era assim que estava acostumado, mas isso não era um problema porque, em menos de dez segundos, já estavam no mesmo ritmo. Os lábios gordos de Yongbok eram mordidos e sugados, e a língua grande de Lee Know era chupada de forma deliciosa, o australiano mamando a saliva para dentro de sua boca pequena.
Minho estava extremamente anestesiado com a boca docinha e molhada, o cheiro do perfume gostoso do mais novo inebriando todos os seus sentidos e fazendo ele se levar pelo inconsciente. Felix tinha uma língua tão habilidosa, lambendo todos os cantos possíveis de sua boca, enroscando os músculos de uma forma tão boa… podia sentir suas pernas grossas ficando moles que nem gelatina, tremendo com tão pouco. Porra, aquele garoto iria deixá-lo louco.
O sardento puxou os cabelos da nuca do maior, separando aquele beijo babado com a língua do coreano entre os lábios, chupando com vontade em um estalo e tirando um suspiro sôfrego do ruivo. Merda, poderia ficar horas e horas beijando o moreno que não iria cansar nunca. Ele lhe olhou nos olhos, sorrindo de canto com a boquinha inchada e brilhosa pela saliva, e deu uma risadinha baixa e preguiçosa, roçando sua pelve com a do maior, suspirando satisfeito ao sentir o pau do mais velho duro.
— Você já tá tão duro assim, amor? — Felix sussurrou com aquela voz grossa, roçando os lábios no pescoço grudento e lambendo a pele salgada, levando a língua até a orelha do maior, chupando e mordiscando o lóbulo. — Quer ajuda com isso, Lee? — Escorregou uma de suas mãozinhas pelo peito forte do mais velho, fazendo questão de dar uma beliscada fraca no mamilo coberto pela camiseta encardida, ato que arrancou um gemido baixo e envergonhado do artista, e deixou com que a palma macia deslizasse até o volume grande, passando o indicador pela extensão visível. Minho tremeu, os olhos se fechando para tentar controlar sua respiração, podia sentir sua pressão baixa com toda aquela atitude do moreno. — Eu posso fazer você gozar tanto… e eu vou engolir tudo.
— Felix, por deus… — Minho estava alucinando, só podia ser isso. Como que há meia hora estava grafitando um muro e agora estava prestes a receber um boquete de um garoto tão gostoso? O ruivo podia sentir seu pau pulsando dentro da cueca, os dedos acariciando tão superficialmente, tão leve que fazia até cócegas, e Felix não parava. Estava ficando fraco, implorando mentalmente para toda aquela provocação acabar e ser chupado de uma vez. Mas Felix não parou.
— Eu vou engolir seu pau, Lee. Vou fazer você gozar e vou engolir sua porra. — Yongbok apertou a ereção com vontade, um gemido alto e sensível saindo pelos lábios finos. — E você vai gozar mais uma vez, e eu vou beber tudo mais uma vez. De novo, de novo, e de novo. — Sussurrou bem baixinho para o maior, sempre mordiscando e lambendo a orelha e o pescoço salgado. — E não vou parar até você estar totalmente fraco e destruído, sensível ao ponto de andar e sentir seu pau doer.
— Puta merda, para com isso e me chupa de uma vez, Felix. — Murmurou desesperado, suas mãos apertando com força a cinturinha fina e trazendo o corpo magro para mais perto, seu quadril investindo automaticamente nos dedos que o provocavam tanto. Isso tirou um sorriso maldoso do sardento, sua mente fértil já imaginando o quão fraco Minho ficaria depois de gozar tantas vezes, um orgasmo atrás do outro.
— Me pede direitinho. Pede por favor, mostra pra mim seu desespero pra ter minha boca te chupando. — Encarou os olhos vermelhos que estavam perdidos, adorando a visão daquele rosto bonito se mostrar tão necessitado. — É só me pedir que eu faço, amor.
E Felix não precisou falar duas vezes, Minho já estava tão idiota que apenas concordou desesperadamente com sua cabeça, seu caralho já estava vazando tanto que tinha certeza que sua bermuda estava manchada.
— Por favor, Felix, me chupa. Por favor, porra, eu não aguento mais. — Lee Know choramingou, tentando passar seu desespero para as palavras que saíam embaralhadas e gaguejadas. Felix riu, amando cada reação do tatuado. — Tá doendo, Lix, me ajuda, vai… — Falou baixinho e envergonhado, seus joelhos tremendo e ameaçando falhar. Se fosse ao chão, com certeza não teria forças para se levantar.
O sardento deu um sorriso largo, repleto de malícia e satisfação, e olhou para os lados, checando se havia alguém por perto. Era mais de uma da manhã, sua mochila carregada de roupas e cadernos pesavam em suas costas, e seu pau dentro da calça jeans rasgada nos joelhos estava doendo. E, por mais que a rua estivesse completamente vazia, apenas iluminada pelas luzes brancas dos postes, sabia que tinha uma boate ali perto, então era questão de tempo até alguém passar.
— Pega suas coisas e me segue. Não vou te mamar aqui, tem um beco virando a esquina. — Felix falou com uma risadinha contida, vendo o mais velho quase que imediatamente ir até a mochila e enfiar as latas de spray lá dentro, junto com uma caixa pequena de giz e sua bandana que estava há pouco abandonada no chão. Jogou a alça da bolsa pelo ombro e se virou, voltando para perto do Lee menor com os joelhos trêmulos e a respiração falha. A única coisa que Felix fez foi agarrar sua mão suja e puxá-lo por ali, louco para, finalmente, chupar aquele pau que marcava tanto na bermuda cinza.
Felix jogou seus cabelos castanhos para trás, virando a esquina, onde tinha uma pequena casa de paredes amarelas, sem cerca alguma, e alguns vasos retangulares e brancos enfeitavam as janelas com flores azuis, e puxou o menor para entrar ali, entre a parede de madeira e um muro de tijolos. Não perdeu tempo, deixou com que sua mochila pesada caísse de seus ombros e se colocou de joelhos no chão de paralelepípedos, ralando um pouco a pele sardenta com o tombo descuidado.
— Agora, amor… — Yongbok sussurrou com a boquinha gorda perto da ereção marcada no tecido, a língua pequena passando entre os lábios em puro desejo. — Você só vai falar se for pra gemer meu nome.
Minho grunhiu baixinho em antecipação, apenas aquela frase fazendo com que seu corpo desse um espasmo, seus dedos manchados tentando agarrar os tijolos da parede atrás de si para se segurar. Não teve tempo de responder Felix, nem sabia se conseguiria falar alguma frase coesa, ele enroscou os dedos pequenos no elástico da bermuda e a puxou para baixo, deixando apenas a cueca vermelha ensopada. Lambeu os lábios novamente, grudando a boquinha no pau coberto, bem onde tinha a mancha grande de pré porra, e chupou desajeitado, fazendo um barulho baixo e abafado de sucção que tirou um suspiro alto do maior.
— P-porra, Felix, não faz assim. — Falou rouco em um resfolego baixo, seu quadril investindo instintivamente contra o rosto bonito, desesperado por contato. — Coloca na boca logo, vai…
E Felix não poderia recusar um pedido tão manhoso e desesperado vindo de seu artista favorito. Então, com um sorriso presunçoso nos lábios, tratou de abaixar a cueca vermelha também, gemendo baixo e satisfeito ao admirar aquele pau grande que estava escondido segundos atrás. Porra, iria se acabar naquele caralho gostoso.
Era branquinho, igual o coreano. Tinha a cabecinha roxa, as bolas grandes lotadas com porra, a virilha tinha pêlos crescidos e uma linha V perfeita se apresentava no fim do abdômen - já que Minho tinha levantado a camiseta larga apenas para ver a cena tentadora ainda melhor. Felix esticou a língua para fora, abrindo bem a boca ao olhar para cima e encontrar os olhos murchos lhe encarando com tanto desespero, e se sentou nas panturrilhas para poder lamber desde a base, onde o pau se encontrava com o saco, até a glande molhada, envolvendo seus lábios ali para chupar com força. Gemeu rouco, a pré porra amarga agraciando seu paladar de tamanha forma.
— Eu vou chupar você até sua porra acabar, Lee Know. — Sussurrou rouco, lambendo a fendinha várias e várias vezes, deixando ali bem molhado, antes de se afundar completamente no cacete duro, tirando um gemido alto e engasgado do maior. As mãozinhas foram para as coxas fortes, apertando a carne entre seus dedos, fincando as unhas com vontade. Sua cabeça ia e voltava devagar, aproveitando a textura macia e cheia de veias em sua língua, os sussurros excitados e desesperados fazendo com que tivesse que esfregar suas pernas magras, louco para ser fodido até não aguentar mais.
Minho não sabia o que fazer além de gemer com vontade e manha o nome do australiano. Fazia tanto tempo que só ficava na punheta que havia esquecido de como era bom ser chupado com vontade, sentir as vibrações dos engasgos toda vez que seu pau soca a garganta, os gemidos abafados pelo volume na boca cheia, ter a visão de alguém tentando alcançar o nariz em sua virilha… porra, iria ficar louco.
Principalmente quando Felix subiu suas mãos para sua bunda, apertando e empurrando ali em um claro sinal de liberdade. Queria ter a boca fodida e Minho iria dar isso a ele.
O ruivo agarrou o cabelo macio entre seus dedos, fazendo com que a cabeça do menor ficasse estagnada no lugar, e começou a meter devagar na boquinha molhada, tomando cuidado para não machucar o garoto que o mamava tão bem. Mas Felix não queria isso, não.
Se deu um pouco de seu controle para Minho era porque queria ficar com a garganta doendo.
— Qual é, Lee? — Yongbok tirou o pau quente da boca com um estalo alto e encarou o maior com uma sobrancelha levantada, aquele sorrisinho falso dançando nos lábios apenas para provocá-lo. — Tá com medo de acertar minha garganta, amor? — Falou com a voz mais rouca ainda, as unhas curtas apertando a bunda macia com vontade. Minho gemeu alto, seu pau implorando por alívio. — Você é tão fraco, porra. Achei que faria um estrago maior com teu pau, ele é tão grande… — Lambeu devagarinho o inferior, sua língua passando superficialmente pela cabecinha molhada, tirando mais um murmúrio manhoso e desesperado do coreano. — Uma pena o dono ser tão frouxo ao ponto de não ser capaz de foder uma boca.
Felix tinha aquele rostinho bonito e delicado que encobria sua postura dominante e provocativa. Adorava humilhar qualquer um de seus parceiros e parceiras ao ponto de eles chorarem de desespero, fazendo eles implorarem por alívio. E o artista estava quase lá, quase gritando de agonia com seu orgasmo sendo tão retardado.
Minho poderia ser tímido pra caralho, ficando vermelho com qualquer coisinha mínima, mas, naquele momento, seu cérebro desligou a chave geral e ativou o modo automático. Porque na mesma hora que Felix parou de falar, Minho puxou o mais novo pelo cabelo e fez ele se levantar as panturrilhas, ficando com os joelhos machucados em atrito contra o chão, metendo o pau grande na boca bonita com tudo, gemendo alto com o engasgo absurdo que o Lee deu contra o membro. Então apenas seguiu o que Felix havia pedido: foder sua garganta até machucar.
O sardento sorriu contra o pau estufado em sua boca, relaxando a mandíbula para evitar ao máximo que seus dentes machucassem a pele sensível, e começou a gemer satisfeito a cada vez que ele metia fundo, sua língua pressionando o lado inferior do caralho grosso para sentir cada veia grossa. Porra, Minho realmente estava empenhado em alcançar seu orgasmo, gemendo sensível e desesperado.
Apertou ainda mais as unhas na bunda gostosa, forçando ele a meter mais fundo e mais rápido, tirando um barulhinho engraçado de "ssss" puxando o ar para dentro do pulmão, suas pernas tremendo e seus dedos perdendo a força no aperto do cabelo. Felix percebeu que Minho estava quase gozando e fez algo que deixou o outro Lee louco; apertou as bolas com vontade em sua mãozinha e se afundou completamente no pau grande, a ponta de seu nariz delicado se perdendo no meio dos pêlos da virilha, sentindo o cheiro azedo de suor que o fez tremer completamente.
E Minho gozou. Porra, gozou muito. Gemeu alto junto do ajoelhado ao sentir toda sua porra descendo diretamente pela garganta maltratada, o ar dos pulmões de Felix se esvaindo a cada segundo a mais que ficava naquele sufoco, sentindo todo o líquido amargo escorregando para seu estômago.
Estava cheio, repleto de porra. Mas não estava satisfeito. Queria mais, muito mais.
— Meu deus, Felix… isso foi-
Quando tirou seu pau da boca bonita, ficou mudo ao ver baba e porra misturada escorrer pelo queixo fino e pingar aos montes na jeans rasgada. Porra, Felix era tão gostoso, não tinha como aquilo ser real. Estava sonhando, tinha certeza.
— Ainda não terminei, amor. — O australiano deixou com que uma risadinha maldosa ressoasse pelo beco vazio, a língua manchada de branco lambendo desde as bolas até a cabeça do pau mole, sentindo o membro dar uma guinada para cima em sensibilidade. — Eu disse que ia fazer você gozar de novo e de novo até eu me sentir satisfeito. E eu vou.
E não deu tempo de Minho raciocinar as palavras porque Felix enfiou o caralho mole em sua boca, chupando e raspando os dentes ao balançar sua cabeça para frente e para trás, mamando com ainda mais afinco que antes. Yongbok estava esfomeado, faminto pela porra amarga e queria ter sua barriga lotada com ela, não pararia até o coreano não ter mais forças nas pernas.
Então o moreno se empenhou ao máximo, ouvindo os gemidos - quase gritos - desesperados do mais velho, a sensibilidade o acertando com tudo. Tentou se segurar na parede mas não conseguiu, seus joelhos falharam e caiu na frente de Felix, este que ficou visivelmente bravo ao ter o pau retirado do nada de sua boca. Ficou puto igual uma criança fica quando seu pirulito favorito é tomado à força de si.
— Não! Porra, garoto mau, muito mau! — Vociferou bravo, sua mãozinha indo de encontro com a bochecha corada em um tapa forte que surpreendeu Minho, o tirando do torpor em que se encontrava. — Eu mandei você me dar tudo! E você vai me dar.
Minho quase gritou - não, na verdade, ele gritou - quando viu Felix se deitar no chão com a barriga para baixo, sua cabeça se enfiando no meio das pernas fortes, e voltar a chupar seu pau sensível com rapidez e vontade. Sua vista embaçada só o permitia ver a cabeça do menor subindo e descendo muito rápido, muitas vezes o caralho escapando dos lábios inchados com um barulho alto de sucção, resultando em seu corpo tremendo muito mais que o normal, suas pernas tentando se fechar ao que gozou pela segunda vez na madrugada. Yongbok grudou a boca aberta na cabecinha e lambeu toda a porra que saiu dali, bem menos em comparação ao orgasmo anterior, e voltou a chupar de novo, mesmo tendo acabado de jorrar o esperma para fora.
— Meu deus, Felix, eu não aguento mais! — Minho tentou puxar o australiano para longe de seu pau pelos cabelos, mas falhou miseravelmente. Yongbok continuou chupando e juntou sua mão no contato todo babado, punhetando firme o membro meia bomba em sua boca. — P-para, p-por favor!
— Não! Eu não tô satisfeito ainda! — Felix respondeu alto, rosnando bravo ao tentar ser afastado do pau gostoso de engolir. Ele era mimado muito pelo irmão adotivo, ninguém nunca lhe falava um "não".
E Minho jurou que iria desmaiar, porque, em menos de um minuto, gozou novamente, muito menos que das outras duas vezes. E Felix não parou por um segundo.
Ele continuou chupando como se sua vida dependesse daquilo, toda sua boca já estava amarga pela porra branca e mesmo assim continuou mamando. E o pau de Minho não conseguia mais ficar duro, somente expelia pouca porra a cada sugada e bombeada que recebia, extremamente cansado e sensível com os orgasmos múltiplos um atrás do outro. E foi no seu quinto orgasmo que pôde sentir sua visão escurecer por alguns segundos, ainda sendo estimulado sem parar pelo australiano. Estava chorando de desespero e sensibilidade, precisava de um descanso mas o menor não cansava nunca.
— Hyung… — Felix choramingou emburrado, punhetando com força o cacete exausto e mole. — Eu quero mais, muito mais… me dá mais, por favor! — Pôde ver, mesmo com a visão turva, os olhos esbugalhados do menor se enchendo de lágrimas, o rostinho repleto de sardas sendo quase esmagado pelas pernas fortes do artista. — Você me prometeu que daria tudo… eu fui tão bom pro hyung e ele não vai me dar um agrado?
Minho gemeu exausto, um gemido que soou como se alguém tivesse dado um soco em seu estômago.
— F-Felix… — Falou com a voz fraca e cortada, as lágrimas pesadas escorrendo por suas bochechas junto do suor. — E-eu não consigo mais, príncipe… eu tô esgotado, v-você esgotou o hyung… — Suplicou com o olhar para que Yongbok entendesse que não conseguiria gozar mais, seu pau nem mesmo estava ficando duro com tantos estímulos, e, mesmo assim, as mãos delicadas apertavam o prepúcio contra a base mole, punhetando com força e certa raiva, querendo ao máximo beber mais da porra de gosto ruim.
— Você. Vai. Me. Dar. Mais! — Falou pausado, cada pausa era uma bombada mais forte, os olhos grandes se enchendo de alegria ao ver uma pouquíssima quantidade de porra escorrendo pela base e caindo na virilha. Não pensou duas vezes antes de coletar tudo, a textura dos pêlos em sua língua não era a melhor, mas o gosto do gozo e o cheiro absurdo de suor estavam deixando ele cada vez mais desesperado para algo socando em seu rabinho faminto.
Então, depois de seu sexto orgasmo seguido, olhou para frente e viu, pela janela da casa amarela, um homem loiro e muito bonito encarando os dois com um desejo gigantesco em seus olhos. Minho se desesperou e cutucou Felix, este que lambia seus dedos como se tivesse acabado de comer algo maravilhosamente saboroso, e apontou para trás do moreno, fazendo este olhar pela janela da casinha amarela bonita.
E Minho achou que Felix iria se desesperar e sair correndo dali, com medo de chamarem a polícia, mas se surpreendeu ao ver o garoto lançar um sorriso maldoso e convencido na direção do estranho.
Então, com os olhos arregalados em choque, não conseguiu esconder uma expressão assustada ao ver o mesmo loiro sair de perto da janela e abrir a porta lateral na mesma hora, olhando para Felix com uma cara nada boa.
— O que eu falei para você sobre ser uma puta mimada? — Pulou as escadinhas que tinham embaixo da porta e se aproximou devagar, agarrando o queixo fino e fazendo o mesmo o encarar com manha.
— Mas, Chris… — E foi aí que Minho arregalou os olhos, se ocupando em olhar para Chris e depois para Felix, extremamente confuso com o que acontecia ali. Pôde perceber que os dois não tinham semelhança alguma, então não eram irmãos de sangue, mas, mesmo assim, ficou em choque. — O Lino hyung prometeu encher minha barriga com a porra dele e eu ainda não tô satisfeito!
— Não te ensinei a ser tão mal educado assim, Felix. — Christopher se ajoelhou ao lado dos dois e Minho pôde suspirar ao ver tamanha beleza de perto, um misto de alegria e alívio quando Felix puxou o loiro pela nuca para um beijo babado e bagunçado, as línguas se encontravam até mesmo fora de suas bocas. Finalmente teria um tempo para uma recuperação rápida, cogitando a ideia de que os dois iriam se entreter e poderia apenas assistir. Pobre Minho, estava tão convicto de que tinha acabado toda aquela superestimulação, que nem mesmo conseguiu segurar um grito de dor e surpresa ao ter o pau agarrado e punhetado pela mão pequena do outro australiano, o loiro sorrindo entre o beijo rápido ao sentir o caralho tão molhado e úmido. Então, separando-se daquela troca de saliva intensa, Chris agarrou a nuca de Yongbok e sorriu na direção do meio irmão, o ruivo logo tendo arrepios violentos descendo por toda sua coluna ao ser observado pelos dois. — Eu te ensinei a dividir, Lixie… agora o Lee Know vai ter que encher a minha barriga também.
